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A medalha milagrosa

NS Natural Queen | Shutterstock
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Quem a leva consigo porta um sinal de que pertence à Virgem Maria e, se pertence a ela, pertence também a Jesus Cristo, Nosso Senhor

A medalha de Nossa Senhora das Graças ou “medalha milagrosa”, como é popularmente conhecida, surgiu numa época em que a França estava passando por grave crise política depois da Revolução Francesa (1789).

Nesse tempo, nasceu Catarina Labouré (1806), que, aos 23 anos, tornou-se freira da Congregação das Filhas da Caridade. No convento da Rue du Bac, teve várias visões de Nossa Senhora. A Virgem Maria, aos 27/11/1830, revelou-lhe a medalha, chamada depois de milagrosa, pedindo que Catarina mandasse fazer e distribuísse ao povo medalhas iguais àquela que acabara de ver.

Porém, o bispo De Quelen não queria, de pronto, acreditar na visão da freira; bem poderia ela estar sofrendo alucinações. Era preciso um sinal de Deus (milagre) confirmando o que Catarina dizia. E o sinal veio! Sim, quando foram encomendadas, na fábrica, as primeiras medalhas uma terrível epidemia de cólera atingia Paris dizimando a população. Por exemplo, no dia 01/04/1831, morreram 79 pessoas, no dia 02, 168… e no dia 09, 861. Entretanto, assim que se distribuíram as primeiras medalhas a peste cessou imediatamente. Eis o milagre necessário para confirmar a medalha como algo desejado por Deus.

Depois disso, outros milagres confirmaram o valor da medalha: tendo Catarina Labouré falecido, com 71 anos, foi sepultada, no dia 03/01/1877, num caixão de madeira simples, em um local úmido da capela das Filhas da Caridade, em Reuilly, na França. Aos 21/03/1933, o corpo foi desenterrado e, para a surpresa de todos, estava perfeito. As mãos juntas como se estivesse rezando, o rosto como o de alguém que dorme e (mais um milagre!) o médico tocou os seus olhos que se abriram, pois seu corpo não está endurecido, como seria normal, mas flexível; se toca num braço, ele se move; na cabeça, ela muda de posição… Hoje, 143 anos após a sua morte, o corpo de Santa Catarina Labouré está exposto à visitação pública como o de alguém que acaba de morrer, na capela das freiras da Rue du Bac, em Paris.

Frise-se que a medalha de Nossa Senhora das Graças não tem poderes mágicos por si. É um sacramental. Entretanto, quem a leva consigo porta um sinal de que pertence à Virgem Maria e, se pertence a ela, pertence também a Jesus Cristo, Nosso Senhor. Portanto, quem está com Deus nada teme: “Se Deus é por nós quem será contra nós!” (Rm 8,31). 

Por fim, a questão: qual o significado dos símbolos que aparecem na medalha em formato de um ovo? – Numa das faces, aparece Maria Santíssima, com os braços estendidos derramando graças, simbolizadas por raios de luz, sobre os fiéis; ao mesmo tempo, esmaga, com seus pés virginais, a cabeça da infernal serpente, o diabo. Em volta da Virgem, lê-se a oração que os que usam a medalha devem rezar diariamente: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”.

Na outra face, figuram a letra M com uma cruz em cima e abaixo tem-se o Sagrado Coração de Jesus rodeado da coroa de espinhos e o Imaculado Coração de Maria traspassado por uma espada de dor. Esse conjunto é circundado, em volta, por doze estrelas que recordam a Mulher vestida de sol a trazer a lua nos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça (cf. Ap 12,1).

E você, meu (minha) prezado(a) irmão(ã), já experimentou em sua vida a proteção certa de tão bondosa Mãe e de seu amado Filho por meio do uso da medalha milagrosa? 

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