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Hospital do Amazonas colombiano pede transferência de doentes com COVID-19

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MICHAEL DANTAS | AFP

Agências de Notícias - publicado em 17/05/20

Os primeiros focos detectados em Letícia foram importados do Brasil, o epicentro da pandemia na América Latina

O único hospital público do Amazonas colombiano, departamento (estado) de maioria indígena, duramente afetado pela pandemia, alertou neste sábado (16) que sofreu avarias em sua usina de oxigênio e pediu a transferência urgente dos pacientes com COVID-19.

O gerador de oxigênio, com mais de 30 anos e capacidade para carregar 40 cilindros diários “se danificou”, disse à AFP um médico do hospital que pediu para manter sua identidade em sigilo.

Os pacientes contagiados pelo novo coronavírus dependem das reservas de oxigênio que conseguiram ser geradas antes do incidente, acrescentou.

Em um comunicado, o centro de saúde San Rafael assegurou que “se requer transferir de forma prioritária a outros centros assistenciais os oito pacientes que estão na área de atenção crítica”.

Situado no sul do país e sem ligação viária com o resto da Colômbia, o Amazonas tem uma taxa de 131 casos de COVID-19 por 10.000 habitantes, a maior do país. Os especialistas alertam para a subnotificação devido à falta de exames.

Autoridades de controle e médicos têm denunciado a precariedade do sistema de saúde do departamento, onde vivem mais de 76.000 pessoas e que dispõe de um único hospital público, sem Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Os primeiros focos detectados em Letícia foram importados do Brasil, o epicentro da pandemia na América Latina.

O presidente da Colômbia, Iván Duque, determinou na quinta-feira o ‘lockdown’ do estado do Amazonas até 30 de maio para tentar controlar o surto nesta região pobre.

O Amazonas brasileiro é um dos mais afetados proporcionalmente, com mais de 300 mortos por milhão de habitantes, praticamente do dobro de São Paulo, segundo o Ministério da Saúde.

Com 562 falecidos e 14.939 contágios, a Colômbia mantém a maioria de sua população confinada desde 24 de março, duas semanas depois de detectar o primeiro caso.

O Brasil, enquanto isso, é o quarto país mais afetado no mundo pela pandemia da COVID-19, com mais de 233.142 casos e 15.633 mortes. Especialistas avaliam, no entanto, que as cifras oficiais estão abaixo da realidade, devido à falta de exames em massa.

(AFP)

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