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Um guia simples para meditar sobre o dom da vida

MEDYTACJA CHRZEŚCIJAŃSKA
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A vida é preciosa! Portanto, precisamos refletir sobre a sua beleza e agradecer a Deus pelo presente tão belo que nos foi concedido

Com que frequência refletimos sobre a beleza de nossas vidas? Reconhecemos que Deus nos deu um grande presente ao nos conceder a vida?

Às vezes, as circunstâncias não nos permitem enxergar a beleza que existe em tudo o que é de Deus e, em nossos piores momentos, podemos até desejar que nunca tivéssemos nascido.

No entanto, Deus nos colocou nesta terra por uma razão e somos totalmente dependentes dele para tudo. Nem sempre podemos desfrutar de tudo o que queríamos em nossa vida, no entanto, temos que lembrar que ela é um presente que devemos valorizar.

Quando reconhecemos nossa vida como um dom, ficamos mais dispostos a oferecê-la aos outros e encaramos cada momento como uma oportunidade de fazer o bem.

Em seu livro “Introdução à Vida Devota”, São Francisco de Sales escreveu uma breve meditação sobre o dom da vida. É uma bela reflexão, a que devemos sempre nos voltar em gratidão pelo presente que Deus nos deu. Aqui está um trecho dessa meditação:

PREPARAÇÃO

1. Põe-te na presença de Deus.
2. Pede a Deus que te inspire.

CONSIDERAÇÃO

1. Considera que se passaram tantos e tantos anos antes que viestes ao mundo, sendo teu ser um puro nada. Onde estávamos nós, minha alma, durante este tempo? O mundo já existia desde uma longa série de séculos e nada havia de tudo aquilo que nós somos.

2. Pensa que Deus te tirou do nada para te fazer o que és, sem que tu lhe fosses necessária, mas unicamente por sua bondade.

3. Forma uma ideia elevada do ser que Deus te deu, porque é o primeiro e o mais perfeito de todos os seres deste mundo visível, criado para uma vida e felicidade eternas e capaz de unir-se perfeitamente a Majestade divina.

AFETOS E RESOLUÇÕES

1. Humilha-te profundamente diante de Deus, dizendo com o salmista:

Oh! Minha alma, sabe que o Senhor é teu Deus e que foi ele que te fez e não tu que te fizeste a ti mesma. Ó Deus, sou uma obra de vossas mãos. Ó Senhor, toda a minha substância é um puro nada diante de vós; e quem sou eu, para que me queiras fazer este bem?

— Ah! Minha alma, tu estavas mergulhada no abismo do nada e aí estarias ainda, se Deus não te tivesse tirado.

2. Agradece a Deus. Ó meu Criador, vós, cuja beleza iguala a grandeza infinita, quanto vos devo, porque me tendes feito por vossa misericórdia tudo isso que eu sou. Que farei eu para bendizer condignamente o vosso santo nome e para agradecer a vossa infinita bondade?

3. Confunde-te.  Meu Criador, em vez de me unir convosco pelo amor e por meus serviços, minhas paixões revoltaram meu coração contra vós, separaram e afastaram minha alma de vós e ela entregou-se ao pecado e devotou-se a injustiça. Respeitei e amei tão pouco a vossa bondade, como se não tivésseis sido meu Criador.

Eis aqui, pois, as boas resoluções que vossa graça me faz tomar! Renuncio a estas vãs complacências que, desde há tanto, tem ocupado o meu espírito e o meu coração unicamente comigo mesmo, que sou nada. De que te glorificas, pó e cinza! Ou melhor, que tens em ti, verdadeiro e miserável nada, em que te possas comprazer? Quero humilhar-me, e por isso farei isto ou aquilo, sofrerei este ou aquele desprezo; quero absolutamente mudar de vida; seguirei dora em diante o movimento desta inclinação que meu Criador me deu para ele; honrarei em mim esta qualidade de criatura de Deus e como tal me considerarei unicamente: consagrarei todo o ser que recebi dele a obediência que lhe devo, com todos os meios que tenho e sobre os quais pedirei conselhos a meu pai espiritual.

CONCLUSÃO

1. Agradece a Deus. Bendizei, ó minha alma, ao Senhor e todas as coisas que há dentro de mim bendigam o seu santo nome!

2. Oferece-te a Deus. Ó meu Deus, eu vos ofereço o meu ser, que vós me destes com todo o meu coração; eu vô-lo consagro.

3. Ora humildemente a Deus. Ó meu Deus, eu vos suplico que me conserveis, pelo vosso poder, nestas resoluções e sentimentos. Ó Virgem Santíssima, eu vos peço que as recomendeis ao vosso Filho divino, com todos aqueles por quem tenho obrigação de rezar. Pai-Nosso, Ave-Maria.

Depois da meditação, colhe daí o assim chamado fruto, isto é, uma verdade qualquer que te produziu maior impressão e comoveu mais o teu coração; durante o dia recorda-te dela de vez em quando, para te conservares nas boas resoluções. É o que costumo chamar de ramalhete espiritual. Comparo esta prática ao costume daquelas pessoas que tomam consigo pela manhã um ramalhete de flores e o cheira muitas vezes durante o dia, para em seu suave odor deleitar e fortificar o coração.

 

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