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Espiritualidade

2 momentos da vida de Maria em que ela precisou ter ainda mais fé

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Pascal Deloche I GODONG

Jovens de Maria - publicado em 19/05/20

Toda a vida de Maria foi uma vida de fé, mas há duas passagens em que essa virtude ficou ainda mais evidente

Abraão é considerado um homem de uma fé inquebrantável, o nosso pai na fé, por sua entrega total a Deus, a ponto de estar disposto ao “absurdo” de sacrificar seu próprio filho, se fosse o que Deus quisesse.

Felizmente, para Abraão foi só um teste. Deus preservou Isaac do sacrifício

Maria, por outro lado, teve um teste ainda mais rigoroso. Seu filho morreu em sacrifício e ela ainda assim permaneceu firme na fé. Mas nesse sacrifício não foi a primeira vez em que ela demonstrou a sua fé. Durante toda vida, Maria teve fé e a cultivou, para que no momento derradeiro, pudesse manifestar a solidez de uma fé provada.

Poderíamos falar de todas as passagens nas quais Maria aparece e ver em que medida as atitudes que ela tem ou suas falas expressam sua fé. Mas, entre as poucas passagens, existem duas que nos chamam a atenção de maneira especial. São as passagens que falam que Maria “guardava todas essas coisas e as meditava em seu coração”.

Vejamos:

“Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração.” (Lc 2, 19)

O contexto é o do nascimento de Jesus. Os pastores tinham escutado coisas grandiosas sobre o menino diretamente dos Anjos e as contavam. Todos se admiravam. A atitude de Maria é a de conservar as palavras e as meditar em seu coração. O que isso tem a ver com a fé?

Os pastores vieram dizendo que seu filho era o Salvador esperado. A isso podemos somar o anúncio do anjo Gabriel nove meses atrás, de que seu filho era filho do Altíssimo e que seu reino não teria fim. Todas essas promessas eram invisíveis nesse momento. O concreto que Maria possuía em sua frente era um bebê, frágil como qualquer um, necessitado de sua proteção. Todas as informações que giravam ao redor do que estava acontecendo ultrapassavam a compreensão de Maria. E ela confiou, guardou as palavras, as meditava. As respostas viriam com o tempo e com a perseverança.

Muitas vezes, na nossa vida, queremos respostas imediatas. Não seria esse desejo uma manifestação profunda de falta de fé em um Deus providente? Se Deus está cuidando de tudo, por que nós temos que ter todas as respostas?

Certamente, a atitude de Maria nos ajuda a viver melhor o dom da nossa fé.

Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.” (Lc 2, 51)

O capítulo é o mesmo, mas o contexto é diferente. Jesus é encontrado no Templo depois de três dias perdido. E como resposta aos pais preocupados, ele diz: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?” Qualquer pai ou mãe pode imaginar a dificuldade de Maria e de José ao escutarem isso.

Mais uma vez, se exige de Maria um aprofundamento na fé. Depois do ocorrido, o menino veio para casa e se mostrou submisso, mas esse episódio mostrava que Jesus não era um menino qualquer. Talvez, Maria tenha se lembrado da profecia de Simeão no Templo, dizendo que uma espada lhe traspassaria o coração e começou a sentir essa espada nessas incompreensões.

É preciso muita fé para seguir adiante no meio das dificuldades, das incompreensões. A tentação de querer ter tudo sob controle, especialmente nos nossos dias, é muito grande. Mas o cerne da vida cristã é justamente ter a Deus no seu centro. E Ele está sempre indo além dos nossos cálculos e prognósticos.

Deus sempre nos surpreende. O Papa Francisco insistentemente nos convida a deixar que Ele nos surpreenda. Para isso, é preciso a fé que Maria demonstrou nessa passagem.

Enfim, toda a vida de Maria foi uma vida de fé. Uma fé viva, encarnada, que a lançava na aventura de confiar em Deus, mesmo diante das dificuldades que enfrentava com relação a incompreensão de seu Filho.

Que possamos aprender com ela a confiar em Jesus sempre, especialmente nos momentos em que Ele nos apresenta uma lógica muito diferente da lógica mundana à qual estamos acostumados.

Por João Antônio Johas, Jovens de Maria 

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