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A Praça de São Pedro finalmente reabriu neste domingo após 77 dias

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A última oração na Praça com a presença de fiéis tinha sido feita no dia 8 de março

Ainda poucos, mas finalmente presentes: após 77 dias fechada em decorrência da pandemia de covid-19, a Praça São Pedro recebeu neste domingo os primeiros fiéis que voltaram a ouvir presencialmente a alocução do Papa Francisco. A última oração na Praça com a presença de fiéis tinha sido feita no dia 8 de março.

Depois disso, na sexta-feira 27 de março, aconteceu a inesquecível e arrepiante bênção Urbi et Orbi com a Praça vazia, um evento que, sem exagero, entrou para a história da humanidade como uma das mais poderosas imagens-símbolos deste período inédito na trajetória das sociedades.

Neste domingo, 24, Francisco rezou o Regina Coeli da Biblioteca do Palácio Apostólico e depois foi à janela para saudar os presentes, que estavam em número bastante reduzido e mantendo um grande distanciamento físico. É um gradual retorno à normalidade.

Antoine Mekary | ALETEIA
Antoine Mekary | ALETEIA
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Alocução sobre a Ascensão de Jesus

Em sua alocução, o Papa falou da solenidade da Ascensão do Senhor, celebrada neste domingo em muitos países. Ele mencionou o trecho do Evangelho de São Mateus que relata o último encontro dos Apóstolos, na Galileia, com o Senhor ressuscitado. No cimo do monte, Jesus desta vez não age nem prega, mas confia aos discípulos a tarefa de continuar a Sua obra. Ele diz:

“Ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!”

A missão confiada aos Apóstolos, reiterou o Papa, é anunciar, batizar e ensinar a caminhar na via traçada pelo Mestre, ou seja, o Evangelho:

“Esta mensagem de salvação implica antes de tudo o dever do testemunho. Sem testemunho não se pode anunciar. Também nós, discípulos de hoje, somos chamados a esse testemunho para dar conta da nossa fé”.

Sabendo que enfrentaríamos fraquezas e momentos de desânimo, Jesus nos encorajou antes de subir ao Céu:

“Eis que estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo”.

Esta promessa, observou o Papa, garante a presença constante e consoladora de Jesus entre nós, por meio do Seu Espírito: Ele conduz a Igreja na história como companheira de cada homem, e, com a promessa de permanecer conosco até o fim dos tempos, inaugura o estilo da Sua presença no mundo como Ressuscitado; uma presença revelada na Palavra, nos Sacramentos, na ação constante e interior do Espírito Santo.

“A festa da Ascensão nos diz que, embora tenha subido ao Céu para habitar gloriosamente à direita do Pai, Jesus está ainda e sempre entre nós: disso vêm a nossa força, a nossa perseverança e a nossa alegria. Justamente da presença de Jesus entre nós com a força do Espírito Santo”.

Ao encerrar, Francisco pediu a intercessão de Nossa Senhora:

“Que ela acompanhe a nossa viagem com a sua proteção materna: dela aprendemos a doçura e a coragem de ser testemunhas do Senhor Ressuscitado no mundo”.

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