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Você sabia que a mãe de São João Paulo II foi aconselhada a abortá-lo e se negou?

EMILIA WOJTYLA
EAST NEWS
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Emilia tinha saúde muito frágil. Ela faleceu quando o futuro Papa tinha apenas 9 anos de idade.

“Sobre o teu túmulo branco florescem as flores brancas da vida. Ah, quantos anos já se foram sem você, quantos anos?”

Essas palavras tocantes, dedicadas à mãe, foram escritas por Wojtyla em Cracóvia na primavera de 1939, quando ele tinha 19 anos e já fazia uma década que tinha perdido a mãe. O futuro Papa tinha apenas 9 anos. Emilia, de saúde muito frágil, tinha vivido uma gravidez muito difícil, que, aliás, os médicos a tinham desaconselhado de levar adiante, e, desde então, passou os 9 anos seguintes entre internações e o progressivo enfraquecimento que a levou desta vida.

Vem do amor materno, inegavelmente, boa parte da profunda sensibilidade de Wojtyla na defesa enfática da vida humana mais frágil, desde a concepção até a morte natural. Foi ele, não custa lembrar, quem beatificou em 1995 e depois canonizou em 2004 a médica e mãe italiana Gianna Berretta Molla, que, para proteger a vida do seu filho nascituro, não hesitou em sacrificar a própria, recusando-se também ela a abortar.

Não admira que os cidadãos de Wadowice tenham dedicado a Emilia Kaczorowska Wojtyla uma obra em prol das mulheres que, mesmo no meio de muitas dificuldades, escolheram proteger o fruto da sua maternidade: a Casa da Mãe Sozinha. Em visita à sua terra natal em junho de 1999, João Paulo II declarou sobre essa obra:

“Sou grato por esse grande dom do amor de vocês pelo homem e da solicitude de vocês pela vida. A minha gratidão é tanto maior porque esta casa é dedicada à minha mãe, Emilia. Acredito que aquela que me colocou no mundo e envolveu de amor a minha infância cuidará também desta obra”.

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