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Santuário de Aparecida contesta matéria veiculada a seu respeito no portal UOL

Santuário de Aparecida
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Reportagem do UOL foi publicada na mesma semana em que o país encara novas polêmicas em torno às assim chamadas “fake news”

O Santuário Nacional de Aparecida divulgou, nesta semana, uma nota de esclarecimento em resposta a uma reportagem publicada na terça-feira, 26, pelo portal UOL. Segundo a manchete da matéria em questão, a Igreja Católica, mencionada de modo generalizante, “questiona isolamento e quer reabrir Santuário de Aparecida“. O conteúdo da reportagem foi redistribuído também por outros sites.

Em sua nota de resposta, o Santuário afirma que a matéria descontextualiza a terminologia jurídica, leva a uma interpretação errônea, não condiz com as alegações entregues à Justiça e trata um fato antigo como se fosse novo.

O episódio acontece numa semana em que a sociedade brasileira se vê às voltas com mais uma polêmica em torno às assim chamadas “fake news, fenômeno que abrange uma vasta gama de modalidades de desinformação e em torno de cujo combate existe uma guerra de narrativas.

A reportagem do UOL rebatida pela nota oficial do Santuário de Aparecida evoca episódios de mais de 2 meses atrás, quando, em 14 de março, a juíza Luciene Belan Ferreira acatou pedido do Ministério Público para impedir o Santuário de realizar eventos. Na mesma época, o Santuário apresentou contestação à 2ª Vara Cível de Aparecida afirmando não haver coordenação entre as autoridades no tocante à determinação de se restringir a circulação de pessoas, bem como questionando o fato de o Ministério Público solicitar judicialmente a implementação de políticas públicas que seriam de atribuição do Poder Executivo.

No tocante à matéria veiculada nesta semana, a nota do Santuário registra que “a redação das matérias leva ao errôneo entendimento de que a instituição está questionando medidas atuais adotadas pelo governo paulista“, quando a contestação se refere a uma determinação anterior às restrições hoje impostas pela administração estadual à circulação de pessoas.

Eis, na íntegra, a resposta oficial do Santuário, publicada em seu site:

O Santuário Nacional esclarece que informações divulgadas pela imprensa nesta terça (26) sobre a “contestação” apresentada junto à Justiça local sobre a suspensão da realização de eventos estão equivocadas. O ato de “contestar”, na terminologia jurídica, representa a defesa processual de resposta a uma ação judicial, neste caso aquela proposta pelo Ministério Público em 14 de março de 2020.

A descontextualização da terminologia jurídica levou a uma interpretação errônea nas matérias jornalísticas publicadas, pois em nada condiz com o teor e fundamento das alegações de mérito processual entregues à Justiça.

Reforça-se que o Santuário Nacional vem cumprindo com rigor todas as determinações das autoridades e em nenhum momento questiona o isolamento ou se posiciona contrário [a esta] ou [a] qualquer outra medida de contingenciamento.

Algumas reportagens trataram como novo um fato antigo, pois trata-se de ação judicial de 14 de março, anterior, inclusive, à decretação de quarentena no Estado de São Paulo. A redação das matérias leva ao errôneo entendimento de que a instituição está questionando medidas atuais adotadas pelo governo paulista.

O Santuário em nenhum momento questiona as medidas de isolamento social, ou mesmo seu formato. Como o jornalista do Portal UOL, primeiro veículo a publicar o conteúdo e que posteriormente foi replicado por outros meios, não procurou previamente o Santuário Nacional para redação de seu texto, se faz necessário esclarecer esta contextualização para o entendimento correto das ações praticadas.

A retomada da realização de celebrações litúrgicas com a presença do povo só acontecerá quando o poder público indicar esta possibilidade, bem como a Arquidiocese de Aparecida orientar.

Cumpre ressaltar ainda que o Santuário já vinha tomando, desde antes do processo, atitudes para o combate da Covid-19 e que sempre esteve atento a todas as normas sanitárias emanadas pelas autoridades competentes.

Aparecida, 26 de maio de 2020.

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