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Frei Gustavo Medella: “Ou mudamos muito ou estragamos tudo”

CHRZEST W DUCHU ŚWIĘTYM
Sunyu/Unsplash | CC0
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A situação de pandemia que o mundo vive é uma chance crucial para que a humanidade reencontre a força do Espírito de Deus

Reproduzimos a seguir um texto publicado pelo frei Gustavo Medella no site da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, a propósito de como acolhemos ou rejeitamos o Espírito Santo e das consequências dessa nossa atitude. O frei Gustavo é o atual Vigário Provincial e Secretário para a Evangelização desta província franciscana. Ele fez sua profissão solene na Ordem dos Frades Menores em 2010 e foi ordenado sacerdote em 2 de julho de 2011.

Eis o seu texto:

Ou mudamos muito ou estragamos tudo

“Se tirais o seu respiro, elas perecem e voltam para o pó de onde vieram. Enviais o vosso Espírito e renascem, e da terra toda a face renovais” (Sl 103).

O Espírito Santo, cuja vinda se celebra na Solenidade de Pentecostes, é o dinamismo de Deus Trindade agindo pelo amor na vida do mundo. É dom gratuito e mais que suficiente – é abundante – para guiar a humanidade pelos caminhos da felicidade e da salvação. Quando o Espírito falta, não pela carência de oferta, mas pela pouca adesão daqueles a quem é oferecido, o coração torna-se frágil e vulnerável à investida de desejos e tentações que têm a força de destruir e desagregar, desde a ganância, o egoísmo, a prepotência, a autossuficiência, o apego ao poder. Sem o Espírito, o ser humano investe suas melhores forças para construir sua pior ruína, para caminhar na direção do “pó de onde veio”.

A situação de pandemia que o mundo vive é uma chance crucial para que a humanidade reencontre a força do Espírito de Deus que se manifesta em concórdia, colaboração, solidariedade e respeito das pessoas entre si e de todos pelos bens da criação. É oportunidade de redescobrir o que de fato é essencial e capaz de oferecer um sentido mais profundo para a vida que seja capaz de transcender a absolutização do dinheiro, por exemplo, como bem maior a ser buscado.

Rever profundamente o sistema econômico que rege a humanidade seria tarefa fundamental para este tempo decisivo que o mundo está vivendo. Caso haja a humildade de uma retomada diferente de tudo o que tem sido a regra até então – desigualdade social, destruição do meio ambiente, o lucro colocado acima da vida – certamente será mais fácil fazer a experiência do Espírito que revivifica e revigora. Caso contrário, a caminhada em direção ao pó e ao perecimento pode ganhar uma cadência ainda mais acelerada.

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