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Executivas de rede de aborto confessam venda de tecidos de bebês abortados

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Glynnis Jones/Shutterstock

Reportagem local - publicado em 01/06/20

Depoimentos divulgados em vídeo mostram que elas tinham conhecimento do tráfico de órgãos e tecidos resultantes de abortos, embora a lei proíba expressamente a sua venda

A organização norte-americana Center for Medical Progress (CMP) divulgou depoimentos, em vídeo, nos quais algumas executivas do conglomerado de clínicas de aborto Planned Parenthood confessam participação na venda ilegal de partes de corpos de bebês abortados.

Na divulgação, feita em 26 de maio, o CMP destaca que os depoimentos das executivas “contradizem afirmações anteriores da Planned Parenthood de que a rede nunca participou da venda de partes de corpos de bebês abortados e que simplesmente as doou e recebeu compensação pelos gastos“.

O escândalo do tráfico de órgãos e tecidos de bebês, obtidos após abortos perpetrados em instalações pertencentes à rede de clínicas, veio à tona em 2015, quando a CMP divulgou os primeiros vídeos em que funcionárias do conglomerado admitiam esse comércio. A rede, porém, negava enfaticamente o crime, chegando a processar judicialmente quem divulgava os vídeos-denúncia.

Os Estados Unidos proíbem a comercialização de tecidos e órgãos de bebês abortados. A legislação permite somente a sua doação para fins de pesquisa, com o respectivo reembolso de custos de transporte e processamento. Os depoimentos das executivas, porém, comprovam a prática de venda propriamente dita: as partes dos corpos dos bebês abortados eram vendidas ao laboratório StemExpress, que pesquisa células-tronco, e o laboratório só pagava quando as partes obtidas eram avaliadas como “úteis” para as suas pesquisas.

Entre as declarações veiculadas em vídeo estão as de Tram Nguyen, diretora regional sênior da Planned Parenthood, e das médicas Dorothy Furgerson, diretora de uma das clínicas da rede, e Deborah Nucatola, ex-diretora sênior de Serviços Médicos da rede em âmbito nacional.

Outros documentos divulgados comprovam que as executivas da sede nacional do conglomerado sabiam da prática ilegal.

A este respeito, a CMP declara:

“Os documentos mostram que alguns centros da Planned Parenthood recebiam mais de 10 mil dólares em apenas um mês. Chegou a hora das consequências federais para a Planned Parenthood. Eles mentiram para a população e para o Congresso, mas não há mais nenhuma dúvida razoável de que eles venderam partes de corpos de fetos, comercializando crianças vivas no útero e tratando mulheres grávidas como um campo de comércio. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos tem que aplicar as leis contra o tráfico fetal com o mais alto nível de prioridade”.

O envolvimento da organização Planned Parenthood em escândalos morais e financeiros não é novidade. Recentemente, a rede foi acusada de obter, fraudulentamente, 80 milhões de dólares de um programa do governo dos EUA destinado a ajudar pequenas empresas a manterem sua folha de pagamentos em dia durante a atual crise da pandemia de Covid-19.


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