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Por que ouvimos mais músicas nostálgicas durante a pandemia?

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Nada substitui o contato humano, mas uma boa canção pode nos trazer calma, alegria e cura

Ficamos sem shows. Sem cinema. Sem teatro. Grandes apresentações de música ao vivo foram proibidas nos países que decretaram o confinamento por causa da pandemia de coronavírus. Mas nada é capaz de parar a música. Portanto, ela nunca deixou de tocar. 

Em todo o mundo, dezenas de artistas criaram temas novos e se apresentaram pela internet, em transmissões carregadas de solidariedade e apoio à luta contra a Covid-19.

Portanto, o confinamento não mudou, pelo menos temporariamente, a forma de ouvir música. É o que indicam as grandes plataformas musicais, que destacam: nos últimos meses, aumentou a tendência dos usuários de ouvir canções mais reconfortantes, nostálgicas e familiares. 

Segundo o serviço de streaming Spotify, os temas mais recentes caíram de posição nas listas das mais tocadas. Por outro lado, aumentou a execução de temas relaxantes e instrumentais. 

Música de décadas anteriores 

Ainda de acordo com o Spotify,  a execução de músicas nostálgicas aumentou 54% na primeira semana de abril, início da quarentena. Entre elas, as canções  que marcaram os anos 50, 50, 70 e 80. 

E há mais dados que confirmam essa tendência. Uma pesquisa realizada pela Nielsen Music/MRC Data mostra que mais da metade dos entrevistados indicaram que, em dias difíceis, buscam consolo na música. A pesquisa foi feita nos Estados Unidos e os participantes tinham mais de 13 anos de idade. 

Poder de cura

Os egípcios já usavam a música para ajudar no processo de cura do corpo e da alma. A musicoterapia é utilizada em vários tratamentos neurológicos. Mas não é preciso ir tão longe para comprovar que a música nos reconforta, nos faz sentir em paz – tudo o que temos buscado nesses longos dias em casa. 

Muitas pessoas buscaram esse efeito positivo nas músicas que marcaram suas adolescências. Mas há também quem descobriu a música clássica, que também traz benefícios para a alma. 

“Sossega-leão”

O poder da música tem sido estudado há muito tempo e nas situações mais extremas, como períodos de guerra. Todos já ouvimos que a música é um “sossega-leão”. 

Pois bem: estudos científicos dizem que, ao ouvir música, o cérebro produz a dopamina, um neurotransmissor que produz sensação de prazer. É por isso, a música ajuda os médicos durante a preparação para cirurgias e partos, por exemplo. Muitos hospitais, inclusive, recomendam que as futuras mamães levem suas playlists para serem executadas no momento em que elas vão dar à luz. 

A musicoterapia também é utilizada em tratamentos contra a depressão e o mal de Alzheimer. Como então não iria ajudar na nossa luta mental e física contra a Covid-19?

Ajuda aos enfermos 

Muitas pessoas que contraíram a Covid-19 relataram que a música as ajudou nos momentos mais complicados da doença. Falamos não só de pacientes que ficaram em isolamento nos hospitais, mas também daqueles que permaneceram em casa. 

Está claro, portanto, que nada substitui o contato humano, mas uma boa canção pode nos trazer calma, alegria e cura. 

 

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