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Alguns sortudos são os primeiros a visitar os Museus Vaticanos na reabertura

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Depois de fechados por três meses devido ao coronavírus, as galerias de arte exibem as pinturas de Rafael recentemente restauradas

A Capela Sistina e os Museus Vaticanos reabriram ao público na segunda-feira, depois de ficarem fechados por três meses devido à pandemia de coronavírus.

O número de visitantes nos museus era bem menor, a fim de permitir o distanciamento social, à medida que a Itália continua fazendo esforços para controlar a propagação do vírus.

Isso significou que cerca de 1.600 pessoas, que tiveram que reservar os ingressos com antecedência, tiveram o privilégio de ver as obras-primas renascentistas dos museus em relativa tranquilidade.

Normalmente, há cerca de 10 vezes mais visitantes nos Museus Vaticanos em um único dia. Agora, apenas cerca de 25 pessoas são admitidas por vez na Capela Sistina, com seu famoso teto e painel do Julgamento Final pintado por Michelangelo no século XVI. Essa restrição de visitantes fornece mais “espaço para respirar” do que têm os cerca de 120 cardeais em um conclave típico na capela, onde novos papas são eleitos.

Os visitantes tiveram suas temperaturas verificadas e foram obrigados a usar máscara.

Para Marisa, moradora de Roma, a visita foi um privilégio. “Os Museus Vaticanos geralmente são inacessíveis por causa da enorme multidão de turistas, principalmente estrangeiros”, disse ela à Reuters. “Aproveitamos o fato de que não há muitos turistas para ver a beleza que há aqui, e foi muito emocionante.”

Para os apaixonados pela arte, a reabertura teve uma importância extra, pois era a primeira vez que a maioria das pessoas via os afrescos recém-restaurados nas salas Rafael.

Duas pinturas que antes eram atribuídas a auxiliares do pintor renascentista foram autenticadas como sendo do próprio mestre Rafael.

São representações alegóricas das virtudes da Justiça e da Amizade e levam seus nomes latinos Iustitia e Comitas. O trabalho de restauração iniciado cinco anos atrás levou os especialistas a concluírem que as pinturas foram feitas pelas mãos do próprio Rafael.

“Hoje é uma maneira de compartilhar de alguma forma a beleza com o mundo inteiro, graças a Rafael”, disse Barbara Jatta, diretora de Museus VaticanoS, à Catholic News Agency.

“É uma alegria e, é claro, faz parte do nosso trabalho, mas após a quarentena – após a pandemia – é uma alegria ainda maior.”

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