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Os estigmas do Padre Pio

Aleteia Brasil - publicado em 29/06/20

“As lesões do padre Pio não são de origem natural”, atestaram renomados médicos que o estudaram durante anos

Foram cinco as chagas de Cristo durante a crucificação: uma em cada mão, uma em cada pé e uma do lado do coração. Ao longo da história do cristianismo, alguns santos receberam de Deus os chamados “estigmas”: a graça de sofrer as chagas de Cristo no próprio corpo não só espiritual, mas fisicamente, de modo visível ou invisível.

No dia 20 de setembro de 1910, o padre Pio de Pietrelcina recebeu os estigmas invisíveis. Em 1918, as chagas ficaram visíveis e duraram nada menos que cinquenta anos, até 23 de setembro de 1968.

O próprio padre Pio relata o misterioso dom em muitas de suas cartas. Durante anos e anos, ele foi literalmente estudado e analisado por diversos médicos, entre eles o doutor Giorgio Festa, um dos mais renomados médicos de Roma.

No começo, o Dr. Giorgio era agnóstico. No começo… Depois, ele se tornou filho espiritual do padre Pio e relatou o seguinte diagnóstico:

“Do lado esquerdo do tórax, há um ferimento em feitio de cruz (…) Nessa região não se verifica o menor vestígio de infecção, edema ou inflamação da pele que circunda o ferimento. Essas feridas, com suas estranhas características anatômicas e patológicas, mais a constância com que vertem sangue vivo e perfumado, estão localizadas em pontos de seu corpo que correspondem às chagas do Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Outro médico bastante reconhecido, o Dr. Romanelli, concluiu depois de estudar o caso do padre Pio:

“Exclui-se que a etiologia das lesões do Padre Pio seja de origem natural. O agente produtor deveria ser buscado, sem medo de equivocar-nos, no sobrenatural, já que o fato constitui por si mesmo um fenômeno inexplicável a partir da ciência humana sozinha”.

Os estigmas causavam a São Padre Pio um intenso e constante sofrimento que interferia em todo o seu dia-a-dia: ele sequer podia fechar as mãos.

As feridas o impediam de escrever bem, porque ele não podia firmar os dedos na caneta. Não podia segurar com firmeza objeto algum. Não podia carregar peso. Não podia sequer pegar uma cadeira e mudá-la de lugar.

Por causa do sangue, precisava usar luvas de malha de cor marrom durante o dia e de cor branca durante a noite. Para lavar o rosto, precisava de luvas impermeáveis. Ele próprio fazia a assepsia de suas feridas. Não podia inclinar-se: a chaga do tórax logo começava a sangrar. Para vestir a camiseta, o hábito e o capuz franciscano, São Padre Pio precisava de ajuda.

As autoridades da Igreja tomaram a decisão de enviar uma visita apostólica a fim de lançar luz sobre o caso do frade estigmatizado. A pessoa escolhida para esta posição foi o Dom Raphael Carlo Rossi. Ele chegou a Gargano e começou a investigação entre 14 e 20 de junho de 1921. O resultado dos seus estudos foi favorável:

“Os estigmas do frade não só são reais, mas afeta uma personalidade equilibrada, psicologicamente e espiritualmente. […] O que com certeza me parece hoje afirmar, é que os estigmas em questão e exame não são obra do diabo, nem um engano grosseiro, uma fraude, uma arte de um malvado ou um mal intencionado. E isto, se não me engano, pode ser suficiente para tranquilizar a Suprema Autoridade Eclesial diante do caso”

Parece que havia uma ligação entre o seu sofrimento e a sua eficácia ministerial: quanto mais ele sofria, mais conseguia a conversão de grandes pecadores.

Ele mesmo dizia aos seus dirigidos espirituais: “As almas custam sangue”.

Como já tinha dito São Paulo, “eu completo na minha carne o que falta aos sofrimentos de Cristo”.




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