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Quando o Ostensório se transforma em amuleto

OSTENSORY
Shutterstock | Sidney de Almeida
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Chegando no altar, o padre disse aos fiéis: “Eu não sabia que vocês adoravam o Ostensório”

O pe. Gabriel Vila Verde publicou em seu perfil no Facebook as seguintes considerações sobre a postura do católico perante o Ostensório:

Existem belas taças de cristal. Porém, mais importante é o vinho que colocamos dentro delas. Existem panelas caríssimas. Mais importante é a comida que cada uma recebe para cozinhar. Panela vazia, mesmo bonita, não enche barriga. Dou estes exemplos para falar de um perigo existente no meio católico, por falta de orientação.

Nós temos um objeto litúrgico chamado OSTENSÓRIO, onde se coloca a Hóstia consagrada, a qual chamamos de Santíssimo Sacramento porque é o próprio Jesus. Precisamos entender que a hóstia colocada no Ostensório é a mesma que o Padre ergue na Missa, a mesma que você, fiel, recebe na fila da comunhão. Seja ela grande, média, pequena ou partida em pequenos pedaços. Ali está Jesus por inteiro.

Um amigo padre percebeu que, quando ele passava com o Ostensório pela Igreja, muita gente chorava, caía, se arrepiava etc. Um dia, ele tomou a âmbula do Sacrário e fez o passeio com Jesus na âmbula. Resultado: nenhum choro, nenhuma comoção, nenhuma reação. Chegando no altar, ele disse: “Eu não sabia que vocês adoravam o Ostensório”.

Pois bem, caros irmãos. Não troquemos o alimento pela panela, nem o vinho pela taça. O Ostensório, por mais bonito e sagrado que seja, NÃO é mais importante que a Hóstia Branca colocada nele. Jesus Eucarístico, esteja Ele na patena, no cálice, no sacrário, na âmbula, nas mãos do Padre ou do ministro, seja onde for, deve ser adorado e reverenciado com a mesma dignidade que damos a Ele no Ostensório. Não façamos do Ostensório um amuleto, pois, sem Jesus, ele não passa de um objeto litúrgico.

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