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Preso o imigrante que confessou ter incendiado a catedral de Nantes

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Ele havia sido acolhido pela própria catedral, onde trabalhava como assistente

Um imigrante de Ruanda, que já havia sido detido e liberado após prestar esclarecimentos no dia seguinte ao incêndio que danificou parcialmente a estrutura da catedral de Nantes, na França, voltou a ser preso neste sábado como autor confesso dos três focos ateados no interior do templo. Em 18 de julho, as chamas destruíram vitrais da fachada e o órgão barroco, além de causarem sérios danos à nave central da catedral gótica, dedicada a São Pedro e São Paulo e construída entre 1434 e 1891.

O incendiário confesso chegou à França em 2012 e solicitou o status de refugiado, mas sua petição foi negada e ele já tinha notificação de expulsão do país. Identificado como Emmanuel, ele tem 39 anos e se declara católico. De fato, havia recebido ajuda na própria catedral, que o empregou como assistente: entre as suas funções de confiança estava a responsabilidade de fechar o templo. Às vezes, chegava a atuar também como acólito, participando ativamente da liturgia. Agora preso, pode ser sentenciado a 10 anos de prisão e ao pagamento de uma multa de 150 mil euros, equivalente a cerca de 900 mil reais.

Quentin Chabert, advogado do réu, declarou ao jornal Presse Océan que Emmanuel “está consumido pelo remorso e pela vergonha devido à magnitude do caso. Ele deplora amargamente os fatos e a confissão foi uma libertação para ele”.

A diocese de Nantes se manifestou declarando que confia na justiça e que, visando não interferir nas investigações, não emitirá nenhum comentário sobre o processo.

A catedral de Nantes já tinha sofrido danos durante um bombardeio na Segunda Guerra Mundial, em 1944, além de outro grande incêndio em 1972.

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