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Dados provam que cristãos sofrem média superior a 3 ataques por dia na França

incendie cathédrale de nantes
SDIS 44
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Deputados que fizeram denúncia foram tachados de “exagerados”, mas pesquisa laica demonstrou que a realidade é ainda pior que a denúncia

Os deputados franceses Nicolas Dupont-Aignan e Agnès Thill foram contestados quando, algum tempo atrás, afirmaram que ocorriam três ataques anticristãos por dia na França. Os objetores questionaram este número, achando-o exagerado.

No entanto, o jornalista Jean-Marie Guénois, do famoso, liberal e laico periódico Le Figaro, fez uma vasta pesquisa sobre o assunto, confirmando que esses números são, lamentável e preocupantemente, bem reais. Essa pesquisa do jornalista de Le Figaro foi tema de matéria do site Christianophibie.fr, que monitora os atos de perseguição anticristã na França e no mundo.

Duas instituições do Estado francês corroboram os números: a DILCRAH (Delegação Interministerial para a luta contra o racismo, o antissemitismo e o ódio anti-LGBT), ligada ao gabinete do Primeiro-Ministro, e o SCRC (Serviço Central de Inteligência Criminal), da gendarmeria francesa.

Em março de 2020, o SCRC divulgou dados consolidados de 2018 que confirmam pelo menos 877 danos propositais cometidos contra edifícios católicos só naquele ano. Por serem apenas danos materiais, eles não incluem nenhum outro tipo de ataque. Já a DILCRAH, que publica relatórios de “atos antirreligiosos, antissemitas, racistas e xenófobos”, anunciou, na edição de 28 de janeiro, que foram registrados 1.052 atos anti-cristãos em 2019, bem como 1.063 em 2018 e 1.036 em 2017.

Se os deputados Dupont-Aignan e Thill estavam “errados”, como tentaram alegar seus detratores, não foi por “exagero”: foi porque os números reais dos ataques diários anticristãos na França são ainda piores do que a média que eles haviam denunciado.

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