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Níger: jihadistas atacam aldeia e ameaçam destruí-la se os habitantes não se converterem ao Islã

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pilgrimagecentreelele.org

Fundação AIS - publicado em 30/08/20

Durante o ataque, além das habitações que foram saqueadas, os terroristas assassinaram ainda duas pessoas, alegadamente por “conivência com as autoridades”

O ataque ocorreu há cerca de 15 dias. A aldeia de Djaheli, situada a 18 quilómetros de Bomoanga, perto da fronteira com o Burkina Faso, foi atacada por um grupo de homens armados. Segundo um padre da Sociedade das Missões Africanas, o propósito dos terroristas é claro: a conversão das populações ao islão, obrigando-as a renunciar ao cristianismo.

De facto, o ataque a Djaheli veio demonstrar que a ameaça contra as populações cristãs que habitam nesta região é muito preocupante. O Padre Mauro Armanino, missionário da Sociedade das Missões Africanas, em declarações à Agência Fides afirma que “a mensagem dos agressores, supostos ‘jihadistas’ que há muito se instalaram na região”, não deixa margem para dúvidas. Caso não se verifique a destruição da Igreja e a conversão das populações ao islão, “a aldeia será arrasada”.

Durante o ataque, além das habitações que foram saqueadas, os terroristas assassinaram ainda duas pessoas, alegadamente por “conivência com as autoridades”.

O Padre Armanino sublinha que essas duas mortes traduzem um aviso aos locais para “não colaborarem com as forças governamentais” que se têm revelado incapazes de suster a ameaça terrorista.

O ataque revela ainda que a segurança no Níger é muito instável e que, só na zona fronteiriça com o Burkina Faso, “os deslocados internos, segundo as autoridades, ultrapassam um milhão de pessoas, ou seja, uma em cada vinte pessoas no país”, diz ainda o missionário.

Recorde-se que foi precisamente em Bomoanga, aldeia situada junto a Djaheli, que o Padre italiano Pier Luigi Maccalli foi sequestrado em 17 de Setembro de 2018.

Em Abril deste ano, foi divulgado um curto vídeo onde o padre aparece com um ar cansado ao lado de um outro refém também italiano.

Extremamente curto, apenas 23 segundos, esse vídeo foi encarado como “prova de vida”, o que poderá apontar para uma eventual negociação para a libertação do missionário que tem 59 anos de idade e passou mais de uma década a servir a Igreja em terras africanas. No entanto, desde então, não houve mais nenhuma notícia sobre este sacerdote.

Na ocasião, o irmão do Padre Pier Luigi, o também sacerdote Walter Maccalli, expressou à Fundação AIS a sua alegria pela divulgação do vídeo: “É uma grande notícia e estamos felizes e ficamos à espera que tudo possa terminar bem”. Para o Padre Maccalli, actualmente em Foya, na Libéria, é necessário dar tempo para que a libertação do seu irmão possa ocorrer. “Vamos esperar agora para ver como vai terminar. Vamos continuar a rezar e esperar para que possamos mesmo nos encontrar fisicamente e viver verdadeiramente esta alegria de que estamos à espera há muito, muito tempo. Obrigado.”

(Fundação AIS)

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