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A resposta libertadora de Deus para a pergunta: "Quem sou eu?"

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By Marjan Apostolovic | Shutterstock

Tom Hoopes - publicado em 28/09/20

Costumava haver um consenso sobre quem somos e para que servimos. Mas isso começou a mudar, especialmente no século XX

Em todo o mundo, os escritores estão preocupados com o impacto das mídias sociais na identidade pessoal. Filósofos dispostos a descrever sobre personalidade e identidade pessoal estão ganhando muito dinheiro hoje em dia.

Por um lado, as empresas de alta tecnologia dizem que protegem nossa identidade. Na outra ponta do espectro, os imigrantes estão tentando entender quem são quando deixam sua terra natal.

O fato é que nossa confusão sobre quem somos é um grande fator de estresse em nossas vidas.

Costumava haver um consenso sobre quem somos e para que servimos. Mas isso começou a mudar, especialmente no século XX. O bispo Robert Barron deu uma palestra magistral sobre como o pensamento de figuras filosóficas importantes levou às manchetes de hoje. Ao longo do caminho, ele mostra como perder a fé em Deus nos faz esquecer quem somos.

Friedrich Nietzsche disse: “Deus está morto”. Depois, ele detalhou as consequências da ausência de Deus. Sem Deus, não há fundamento para a verdade objetiva e temos que afirmar nossas próprias verdades pela força de vontade. John Paul Sartre levou Nietzsche um passo adiante, dizendo que cada um decide o que é, e ninguém pode criticar quem escolhemos ser.

Embora as grandes mentes de Nietzsche e Sartre possam ter achado revigorante e libertador afirmar sua vontade sobre o universo e se inventar, isso deixa a maioria de nós exausta ou perdida.

O Papa Francisco aponta que a fé oferece um caminho melhor. Segundo o pontífice, o Livro do Gênesis conta histórias sobre nossa origem e tem coisas poderosas e profundas a dizer sobre nossa identidade. “Depois de ter criado o universo e todos os seres vivos, Deus criou a sua obra-prima, o ser humano, feito à sua imagem: ‘à imagem de Deus os criou; homem e mulher ele os criou’”, disse Francisco. “Deus nos deu seu DNA, ou seja, nos fez seus filhos”, acrescentou. Aqueles que “se parecem muito ou pouco com Ele são seus filhos: eles receberam essa identidade”.

Assim, seu próprio corpo diz quem você é: um filho de Deus. “O corpo humano compartilha da dignidade da imagem de Deus”, diz o Catecismo, acrescentando que o espírito e a matéria “não são duas naturezas unidas, mas sua união forma uma única natureza”.

As consequências desse fato são enormes.

Deus é amor, e nossos corpos refletem seu amor. A Igreja mostra isso desde o batismo (onde a água em nossa cabeça muda nossa alma), ao casamento (onde nosso corpo é unido a outro) e à morte, quando nossos corpos ou cinzas são enterrados, em vez de espalhados.

A missa nos treina a amar a Deus com nossos corpos enquanto nos ajoelhamos e ficamos de pé. Lembramos continuamente que nossas vidas foram salvas quando Jesus ofereceu seu corpo na cruz, e nossa esperança assegurada quando seu corpo ressuscitou dos mortos, o que nossos corpos farão um dia.

Aristóteles chama o homem de “animal racional” cuja maior felicidade se encontra no exercício de sua razão – em contemplar o que é verdadeiro. Para nós, a maior atividade humana é conhecer a Deus por meio da oração e do estudo.

Mesmo considerando nossa evolução, nosso intelecto nos diferencia dos outros animais.  Quem somos como seres humanos foi conquistado por nossa sede de conhecimento. Isso acontece no nível de um cientista de Cambridge que estuda Vênus ou no nível de uma criança que pergunta perpetuamente “por quê?” E isso acontece quando ambos ouvem as Escrituras juntos na missa.

Além disso, nossa vontade nos torna quem somos. Temos uma vontade que nos permite amar de uma forma diferente de qualquer outro animal, e esta é a expressão máxima de quem somos.

Jesus resume os Dez Mandamentos como “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração” e “amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Esta é a descrição final de quem somos: amantes de Deus e amantes uns dos outros.

Isso nos torna muito mais do que poderíamos ter inventado ou afirmado a nós mesmos. Uma certeza que nos tira das mãos do acaso cego e nos coloca nas mãos de Deus, que quer nos levar, através da morte, para o seu lado.




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