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Gestante com câncer recusa aborto: ela e o bebê sobrevivem

Cinzia Brancato | Facebook

Silvia Lucchetti - publicado em 28/09/20

O amor de uma mãe por seu filho ainda não nascido conduziu às bênçãos de uma dupla vitória

Consiglia Varriale é uma mãe feliz e realizada. Depois de ficar cara a cara com dois dos medos mais terríveis – perder um filho e morrer – ambos os medos foram vencidos. Ela pôde finalmente ter sua segunda filha, a pequena Aurora, estando agora ambas vivas e bem.

Na foto divulgada pela mídia, Consiglia, 42, que mora nos arredores de Nápoles, Itália, usa uma bandana na cabeça, tem os olhos um pouco cansados, mas o olhar profundo e sereno embala a filha nos braços. Ver esta imagem dá-me vontade de abraçá-la, com suavidade, para não atrapalhar o encanto daquela vida que acaba de começar. Gostaria de parabenizá-la por sua coragem e pela alegria da maternidade que ela se recusou a permitir que lhe fosse tirada quando foi diagnosticado com câncer de mama, três meses depois de sua gravidez.

Os médicos recomendaram o aborto para facilitar o tratamento

Após o diagnóstico, os médicos sugeriram que ela fizesse um aborto pelo bem de sua saúde, para que pudesse fazer uma cirurgia e quimioterapia. Ela disse a eles que já era mãe e se recusou a considerar o aborto por um momento sequer. Ela daria a vida pelo bebê se fosse necessário.

Felizmente, não havia necessidade de ir tão longe. No Instituto Pascale em Nápoles, ela conheceu o Dr. Michelino de Laurentiis – chefe do Departamento de Câncer de Mama – que lhe ofereceu um tratamento personalizado que não colocaria sua gravidez em risco. Consiglia, com coragem incrível, enfrentou o tratamento em meio à pandemia de Covid-19. Ela começou a quimioterapia tendo o filho em seu ventre, e o bebê crescendo a cada dia, o que a inspirou com a força e a confiança necessárias para não cair na armadilha do desespero.

No Instituto Pascale, muitos casos de câncer de mama na gravidez foram tratados com sucesso, graças a um protocolo criado especificamente para mulheres em idade reprodutiva. Além disso, muitas mulheres curadas de câncer experimentaram a alegria da gravidez após a doença, como o Dr. Michelino de Laurentiis aponta em um artigo no jornal italiano Il Riformista.

Agora, temos muitos “netos”, nascidos durante ou após o câncer de mama. Até recentemente, era impossível. Hoje, isso é possível, desde que se personalize os tratamentos a serem utilizados de forma extremamente especializada e conte com a colaboração estreita dos ginecologistas.

Aurora nasceu no dia 15 de setembro, linda e com a cabeça cheia de cabelos. Toda a família está comemorando essas duas vitórias: tratamento de câncer bem-sucedido e um lindo bebê recém-nascido!

A convicção de uma mãe

Consiglia nunca consideraria interromper a gravidez, e é uma alegria ver que suas convicções e amor pelo filho levaram a um resultado tão feliz. Como ela disse ao Il Riformista:

Fiquei muito feliz com a gravidez. Eu nunca, jamais decidiria interrompê-la. Meu marido estava preocupado com minha saúde, e de fato ainda está. Mas, diante de meu entusiasmo, minha serenidade e meu otimismo, ele teve que ceder e apoiar minha escolha.

Consiglia queria proteger a vida de sua filha antes da sua; seu maior desejo era proteger a criança em seu ventre e dar à luz. As mães são capazes de gestos verdadeiramente heróicos. Elas nos ensinam que não há sentido em permanecer saudável se você não está disposto a se sacrificar por aqueles que ama. Como ela disse ao Il Riformista:

Eu segui apenas meu coração. Todos me disseram que eu tinha que desistir do bebê se quisesse continuar vivendo. Agora sei que cometi apenas um erro: não confiei imediatamente nos médicos do Instituto Pascale.

Parabéns a esta corajosa nova mãe e sua família, que se regozijam na dupla bênção da saúde e da nova vida!


BENEDYKT XVI, RATZINGER

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