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Algum dia voltaremos aos bons e velhos tempos de abraços e beijos?

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Maksim Shmeljov | Shutterstock

María del Castillo - publicado em 30/09/20

A adaptação ao "novo normal" não é fácil, mas precisamos ter esperança e resiliência acima de tudo

A pandemia do novo coronavírus mudou o jeito de nos relacionarmos: abraços e beijos estão proibidos, enquanto máscara e distanciamento social são impositivos.

Quem nunca se pegou pensando: “Usar máscara é horrível. Não consigo mais ver a expressão das pessoas. Não posso mais abraçar ninguém”.

Essas são algumas das muitas preocupações que ouvimos sobre o uso de máscaras ou a necessidade de manter distância física dos outros.

Muitos se preocupam com o fato de as precauções adotadas por causa da pandemia do novo coronavírus estarem prejudicando a maneira como nos relacionamos e nos comunicamos. Assim, passamos a nos perguntar: “Por quanto tempo vai ser assim? Vamos nos tornar seres antissociais? O que estamos ensinando aos nossos filhos?”

Como enfrentar as mudanças

Em primeiro lugar, temos que pensar que as mudanças costumam nos estressar porque nos fazem perder nosso senso de controle e segurança. Somos criaturas de hábitos e rotina. Por isso pode ser difícil nos adaptarmos ao “novo normal” criado pela pandemia. Essa mudança é especialmente difícil, já que estamos acostumados a viver sem essas restrições que nos obrigam a nos comunicar e nos relacionar de maneiras limitadas e não naturais: nas telas, pelo telefone, com máscaras etc.

No entanto, se há uma coisa que a humanidade tem demonstrado ao longo da história é que as pessoas são capazes de se adaptar e evoluir. Isso significa que essa situação pode se tornar uma oportunidade de crescimento, inovação e desenvolvimento.

E aqui vai uma dica importante: praticar resiliência é uma estratégia-chave durante a pandemia. Ou seja: temos que abraçar a capacidade humana e nos adaptarmos a situações adversas, das quais mais tarde sairemos mais fortes.

O que nos torna resilientes

Uma importante fonte de resiliência é o amor, porque quando amamos deixamos nossa zona de conforto. Outra fonte de resiliência é nossa capacidade de pensar e raciocinar. Quando somos capazes de entender as causas e consequências de situações que trazem emoções dolorosas, conseguimos superá-las melhor. Essas duas capacidades são fundamentais em momentos como este.

Por outro lado, a compaixão pelos outros nos dá a motivação para enfrentar os desafios e continuar procurando as melhores maneiras de nos comunicarmos e nos relacionarmos com nossos entes queridos.

Mas será que algum dia seremos capazes de expressar nosso amor por meio do contato físico novamente? Claro que vamos! A história nos mostra que a humanidade emergiu de inúmeras crises que pareciam intransponíveis na época. Esta pandemia não será uma exceção.

Muitos países estão dedicando tempo e recursos para encontrar uma vacina. Junto com notícias que nos lembram de sermos cautelosos, também ouvimos informações esperançosas sobre os próximos tratamentos que nos trarão de volta à normalidade.

Até que isso aconteça, temos muitas alternativas à nossa disposição. Meios tecnológicos de trabalho e comunicação, visitas com máscaras e distanciamento social, ligações telefônicas são alguns exemplos.

A grande vantagem de lutar para ser resiliente diante das dificuldades é que desenvolvemos virtudes e forças fundamentais para o crescimento interior: confiança, paciência, temperança.

Em suma: devemos nos concentrar nesses motivos de esperança e alegria, confiando que mais cedo ou mais tarde, voltaremos a nos abraçar!


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