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Programa infantil na Dinamarca mostra adultos nus para crianças

YouTube / DR Ultra

Reportagem local - publicado em 30/09/20

Produtores dizem "encorajar a positividade corporal"; críticos dizem que há formas e momentos oportunos para educar no assunto

Um programa de TV supostamente infantil, na Dinamarca, está causando polêmica por apresentar adultos nus a crianças de 7 a 14 anos de idade. O alegado objetivo é “encorajar a positividade corporal”, conforme os produtores afirmaram ao jornal New York Times.

Intitulado “Ultra Strips Down“, o programa, que é transmitido pela emissora nacional DR por meio do canal infantil sob demanda Ultra, coloca diante das crianças uma sequência de adultos de diferentes idades, etnias e biótipos, vestidos apenas com um roupão. Eles então começam a se despir e apresentam o corpo nu às crianças, que são incentivadas pelo apresentador a fazer “qualquer pergunta“, pois, reforça ele, “não há perguntas erradas“.

Os produtores declaram que “o programa é uma ferramenta educacional para combater a vergonha do corpo“.

O presidente do Partido Popular Dinamarquês, Peter Skaarup, criticou abertamente a produção. Via rede social, ele comentou:

“Agora o canal infantil da DR, o Ultra, vai mostrar a crianças de 7 anos os órgãos genitais de homens e mulheres. Não poderíamos simplesmente deixar as crianças serem crianças e guardar esse tipo de coisa para quando elas atingirem a puberdade? Vocês não acham que isso é extremo?”

Ao tabloide dinamarquês B.T., Skaarup também declarou que “é cedo demais para as crianças” começarem a ter contato com os genitais de adultos e que “elas devem aprender isso no momento adequado“, orientadas pelos pais e pela escola e não “do jeito vulgar que este canal infantil está fazendo“.

Já o apresentador Jannik Schow, que ajudou a idealizar o programa, alega que “isto não tem nada a ver com sexo; é apenas olhar o corpo como natural, do jeito que as crianças fazem“.

Polêmicas à parte

Em 2017, gerou grande volume de críticas, no Brasil, uma apresentação realizada no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo na qual se registrou um vídeo que repercutiu fortemente nas redes sociais: as cenas mostravam um homem nu deitado ao chão quando uma criança de cerca de 4 anos tocava em seus pés. O museu respondeu que o público era formado basicamente por artistas e que uma das pessoas presentes era uma mulher acompanhada pela filha, que foi a criança mostrada no vídeo que viralizou. O museu acrescentou que, a seu ver, “o trabalho não tem conteúdo erótico; trata-se de uma leitura interpretativa da obra Bicho, de Lygia Clark“. Na ocasião, o desembargador Antônio Carlos Malheiros declarou ao portal G1, do grupo Globo, que “chamar qualquer episódio mais insinuante de ‘pedofilia’ virou uma histeria coletiva“, frase que aumentou as discussões nas redes sociais. No entanto, o desembargador admitiu que “a criança não poderia estar presente. Não considero pedofilia, mas é uma ação absolutamente inconveniente para uma criança“.

Atualmente, a polêmica em torno ao programa infantil dinamarquês ocorre em paralelo à do filme “Cuties”, veiculado pela Netflix. Nesta obra, meninas entre a infância e o começo da adolescência dançam em poses sensuais, que atraíram críticas no mundo inteiro por apologia à pedofilia.




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