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Como usar bem as redes sociais? Inspire-se em São Paulo

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Shutterstock | 13_phunkod

Matt Paolelli - publicado em 09/10/20

Uma das cartas de São Paulo pode nos dar pistas sobre o que é ou não oportuno nas mídias sociais

Como usar bem as redes sociais? É a pergunta que todos costumam fazer.

Eu por exemplo, pensei nisso enquanto assistia a uma Missa depois de ter assistido ao documentário “O Dilema das Redes“. Na Missa, então, ouvi a conhecida carta de São Paulo aos Filipenses, que diz:

“Irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco”. 

De repente, percebi que esse texto antigo era, na verdade, um conselho oportuno de São Paulo sobre como usamos as redes sociais. “Nisso pensai”…

O dilema das redes sociais

Para quem ainda não viu o documentário, “O Dilema das Redes” é, na verdade, uma advertência convincente sobre os perigos do uso da mídia social. E mais: o alerta vem dos próprios desenvolvedores e executivos que trabalharam no Facebook, Twitter, Instagram. Na verdade, a maioria deles lamenta profundamente os efeitos na sociedade causados ​​pela maneira como as mídias sociais têm permeado nossas vidas diárias.

Eu já tinha começado a reexaminar meu próprio (ab)uso pessoal dessas plataformas. Então, depois de assistir ao filme, São Paulo me convidou a dar um passo adiante.

Honestamente, muitos dos meus pontos de conversa mais interessantes com a família e amigos são baseados nos meus feeds de mídia social. Quanto desse conteúdo é verdadeiro, honrado, justo, puro, amável, gracioso, excelente ou digno de elogio? Além das fotos de amigos de seus bebês fofos, não tenho certeza se quero tentar responder a essa pergunta.

Depois do documentário, comecei a melhorar minha experiência nas redes sociais para ter coisas melhores em que pensar.

Portanto, confira minhas dicas e, com sorte, todos nos encontraremos no caminho para uma paz que ultrapassa todo entendimento.

1. Remova a próxima oportunidade de pecar.

Mesmo antes de ver o documentário, eu nomeei a pasta do meu telefone com os apps de mídia social como “Drogas”. Na verdade fiz isso depois que o filme falou longamente sobre como notificações, curtidas, comentários e mensagens nas redes sociais acionam a dopamina e outras substâncias químicas cerebrais que afetam nosso humor, mudam nosso comportamento e desenvolvem dependências. A medida mais drástica que dei foi olhar longa e profundamente para aquela pasta e simplesmente remover alguns aplicativos que não estavam me servindo bem. Depois, acabei removendo completamente o Facebook e o Twitter do meu telefone.

2. Evite anúncios personalizados.

Outro grande alerta do documentário é como essas redes utilizam sua atividade em sites para servir a você conteúdos que farão você ficar ainda mais tempo no site. Esses conteúdos, por outro lado, permitirão aos anunciantes enviar mensagens mais personalizadas e prever seus hábitos, comportamentos e compras potenciais. Se você não gosta da ideia de um Big Brother olhando por cima do seu ombro, consulte suas configurações de segurança e anúncios para desativar o máximo possível desse rastreamento. Porém, se você não tiver certeza do que procurar, faça uma pesquisa no Google.

3. Filtre suas redes sociais e seus conteúdos.

Em mais de 15 anos que estive no Facebook, aceitei muitos pedidos de amizade. Porém, há muitas pessoas lá que não fazem mais parte da minha vida e não precisam ver todas as minhas atualizações. Assim que o documentário acabou, eu examinei minha lista de amigos e apaguei mais de 300 pessoas. Além disso, analisei meu feed de notícias e silenciei ou deixei de seguir pessoas ou páginas que não estavam trazendo conteúdo verdadeiro para meu feed. Minha conta ficou, portanto, quase que privada. Também comecei a excluir fotos de perfil e fotos de capa, pois ela o perpetuamente públicas. Também apaguei mais de 6.000 tweets antigos. Não há um bom motivo para manter todo esse conteúdo nessas plataformas, e todos nós vimos como um tweet ou foto antiga pode voltar para assombrar alguém.

4. Policie seu uso diário das redes sociais.

Esta é a dica mais importante de todas. Se você vai usar as mídias sociais, precisa ser mais intencional sobre quando, como e por que as está usando. Elas o tornam um escravo do telefone, mesmo quando você deveria estar saindo com seus filhos ou comendo uma refeição com seu cônjuge? Portanto, sempre analise: por que você está postando isso ou aquilo? O conteúdo é positivo, útil, inspirador ou necessário? E quanto ao conteúdo que você está consumindo?

Eu, por exemplo, quando olhei para meus feeds com novos olhos, percebi que a maioria das atualizações que estou constantemente lendo ao longo do dia não são nem mesmo de pessoas que fazem parte da minha vida. Na verdade, a maioria era composta de curiosidades, pontos de vista políticos e atualizações familiares de  pessoas que mal conheço. Depois que comecei a remover essas coisas do meu feed de notícias, vi como realmente restava pouco valor e prometi fazer com que o tempo gasto nesses sites refletisse isso.

Resumindo: eu sei que isso vai ser muito difícil para mim. Tenho usado essas redes diariamente por muito tempo. Por outro lado, me conheço muito bem para pensar que posso transformar meus hábitos da noite para o dia. Mas a consciência é o primeiro passo. E sinto que, finalmente, caí do cavalo e estou pronto para dar os próximos passos em minha conversão.

São Paulo, rogai por nós!


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