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Surto de covid em convento da Espanha: irmãs doentes saltam de 40 para 76

Freiras da Espanha, as Irmãs Da Cruz sofrem surto de covid

Antoine Mekary | ALETEIA

Irmãs Da Cruz reunidas no Vaticano

Francisco Vêneto - publicado em 13/10/20

Freiras com covid se tornaram um dos assuntos mais comentados nas redes sociais do país, pois elas mesmas se dedicavam a doentes e famintos

Freiras com covid no sul da Espanha estão entre os assuntos mais comentados nas redes sociais do país. De fato, a comunidade do convento de Santa Ângela da Cruz, em Sevilha, passou em poucos dias de 40 religiosas doentes para 76.

O surto gerou comoção e solidariedade entre os sevilhanos. Internautas locais estão impulsionando nas redes uma onda de mensagens carinhosas para encorajar as irmãs.

E não é um carinho súbito, porque as Irmãs da Cruz já eram amplamente reconhecidas e admiradas na região. Seu trabalho de caridade cristã, aliás, prioriza justamente cuidar dos doentes e atendê-los em suas casas. E foi provavelmente no desempenho dessa missão, de fato, que surgiu o primeiro contágio entre elas.

Freiras com covid

Autoridades de saúde de Sevilha isolaram o convento na semana passada. O número de casos ainda estava em 40, mas, quatro dias depois, saltou para 76. É quase o dobro.

Agora, os grupos de pessoas necessitadas que se juntavam à porta do convento para receber comida e cuidados encontra um aviso que ninguém esperava. Além de informar sobre o isolamento provisório da comunidade, o cartaz ainda pede “perdão pelos incômodos”.

O convento, além disso, é local de peregrinação para numerosos devotos. Todos os dias, muitos fiéis iam venerar o corpo incorrupto de Santa Ângela da Cruz, a fundadora da comunidade. E a congregação tem outra religiosa recentemente canonizada: Santa Maria da Puríssima. O confinamento, porém, obrigou as irmãs a fecharem a igreja do convento ao público externo.

A importância das Irmãs da Cruz para Sevilha é tamanha que a prefeitura já lhes concedeu a Medalha da Cidade. No entanto, elas optaram por agradecer e recusar humildemente a homenagem.

Sobre a atual provação da comunidade, o jornal ABC reproduziu a seguinte declaração das irmãs:

“Esta doença é a cruz do mundo e nós somos as Irmãs da Cruz”.

Outros conventos estão isolados na Espanha

O convento da Mãe de Deus, também em Sevilha, foi outro que sofreu interdição por causa da pandemia. Todas as suas religiosas, de fato, foram infectadas. No entanto, a situação se normalizou no último dia 2 de outubro, quando a última das irmãs enfermas recebeu alta.

Situação semelhante atingiu o convento de Santa Paula. Nele, 19 religiosas ficaram doentes – e todas, felizmente, já se recuperaram. Na quarentena, porém, elas não puderam trabalhar na produção de seus doces e compotas. Por isso, o convento agora enfrenta o desafio de equilibrar as contas, pois o sustento econômico da comunidade depende da venda desse produtos. A irmã Tiyama Irimpan, que é a superiora do convento, pediu as orações dos católicos e manifestou a esperança de que, aos poucos, a situação se normalize. Além disso, ela convidou os moradores dos arredores a visitarem o convento e o seu museu, respeitando as precauções em relação à pandemia.


SEVILLA

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Covidfreirassolidariedade
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