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Duas igrejas são incendiadas durante protestos no Chile

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Felipe Vargas Figueroa | NurPhoto via AFP

Reportagem local - publicado em 19/10/20

Enquanto a cúpula de uma igreja desabava, os manifestantes cruelmente comemoravam: "Deixa cair, deixa cair"

Duas igrejas foram incendiadas no Chile durante manifestações na capital, Santiago, neste domingo, 18 de outubro.

Um dos templos destruídos, por exemplo, foi a Igreja da Assunção, que fica perto Praça Itália, o epicentro dos protestos. Essa é uma das igrejas mais antigas da capital, datada de 1876. Grupos encapuzados vandalizaram a igreja. Primeiramente, eles invadiram o prédio. Logo depois, atearam fogo na cúpula. Quando a estrutura desabou, os manifestantes comemoraram: “Deixa cair, deixa cair”, diziam eles.

No entanto, antes da queda, bombeiros fizeram uma barreira para evitar que a estrutura atingisse as pessoas e provocasse um dano maior.

Outra igreja incendiada

Entretanto, antes do ataque à paróquia da Assunção, outra igreja já tinha sido alvo dos manifestantes. Trata-se da capela dos Carabineiros San Francisco de Borja. De fato, a igreja fica nas imediações do centro da capital, onde aconteceram as manifestações.

Primeiramente, os manifestantes saquearam a igreja e atearam fogo nela. Entretanto, os bombeiros conseguiram controlar as chamas. Dessa forma, evitaram estragos maiores.

Os protestos

Os protestos deste domingo lembraram um ano das manifestações sociais na capital chilena. Os manifestantes pedem, acima de tudo, mais igualdade social.

No começo da manhã os protestos eram pacíficos, apesar do grande número de policiais nas ruas. Entretanto, à tarde, houve violência. Além das igrejas, uma estação de metrô, quartéis e carros da polícia foram incendiados. Houve também saques a supermercados e confrontos entre torcedores de times de futebol.

Os protestos aconteceram, portanto, uma semana antes do plebiscito de 25 de outubro. O referendo vai definir se a Constituição do país (um legado da ditadura de Augusto Pinochet) será ou não alterada.

De fato, vários grupos políticos veem a realização da consulta popular como um dos resultados dos protestos populares que começaram em outubro de 2019.

ACN condena ataques

A Fundação Pontifícia ACN (Ajuda à Igreja que Sofre) condenou os ataques às igrejas chilenas. Em nota oficial, o presidente executivo da fundação, Thomas Heine-Geldern, afirmou: “Nada justifica o uso da violência nem os ataques a espaços sagrados. Também não acreditamos que o uso da violência contra a fé e as crenças contribuirá com a defesa da justiça social, racial ou econômica”.

Ademais, a nota da ACN lembra uma triste estatística: 57 templos ou edifícios foram incendiados no Chile desde outubro de 2019.

Com informações da agência AFP 


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Tags:
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