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As janelas da covid: 4 histórias que suavizaram distâncias e despedidas

Janelas da covid: jovem escala hospital para acompanhar mãe em sua reta final

Twitter | @mhdksafa (Fair use)

Francisco Vêneto - publicado em 22/10/20

4 histórias inspiradoras de janelas que suavizaram distanciamentos e despedidas

As janelas da covid são fechadas: a doença impôs distanciamentos e barreiras cruéis entre pessoas que se amam e que, em muitos casos, não puderam sequer se despedir na partida deste mundo.

Mas a força da presença abriu milhares de janelas para iluminar e ventilar o que o coronavírus tinha tornado sombrio e sufocante.

Camila e Collin

Camila Baldasso tem 17 anos e testou positivo para a covid-19. Seu namorado Collin Ouellette, de 19, decidiu então passar pela janela de Camila todos os dias até que ela vencesse o coronavírus. Assim, o jovem casal do Texas, nos Estados Unidos, conseguiu continuar se encontrando com segurança apesar das restrições impostas pela quarentena.

E não era só uma “passadinha”: Collin, afinal, instalava uma cadeira em frente à janela de Camila e passava tempo substancial com ela sempre que possível, mesmo que não pudessem conversar o tempo todo. Era a força da presença. Era a importância de mostrar-se próximo. Camila, de fato, comentou sobre o gesto de Collin:

“Ele estava triste porque não podíamos nos ver, mas me disse que estaria comigo o tempo inteiro”.

As janelas da covid

Esse relato fez sucesso recentemente nas redes sociais, mas não é a primeira história inspiradora sobre covid e janelas.

Jovem escala parede para acompanhar a mãe em sua partida desta vida

O jovem palestino Jihad-AlSuwaiti, de 30 anos, deixou o mundo inteiro arrepiado em julho de 2020. Ele não se importou com a altura do quarto do hospital onde a mãe dele, Rasmi, estava internada com covid-19 na Cisjordânia. Todas as noites, ele escalava a parede do prédio para observá-la pela janela, porque não podia entrar no quarto devido ao isolamento obrigatório. Quem vai saber o que o rapaz dizia para ela do lado de fora da janela? Só Deus… E foi da janela que Jihad viu a mãe, de 73 anos, falecer. Foi como ir vendo uma vela que se apagava lentamente… até que passasse a brilhar na eternidade.

Bisnetas visitam bisavós pelo vidro da porta da frente

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Reprodução Redes Sociais

Os bisavós Theresa e Ray Cossey têm 81 anos e moram na Virgínia, EUA. Os internautas se emocionaram com uma foto da inusitada visita que os “bisos” receberam da neta Vickie e das bisnetas Florence, de 3 anos, e Edith, de 1. Elas foram vê-los através do vidro da porta da frente, porque Ray e Theresa são do grupo de risco não só pela idade, mas também porque Theresa estava com câncer de mama e com o mal de Parkinson. Vickie vestiu as meninas com roupas impermeáveis e as levou para conversar com Ray e Theresa via celular em frente à porta de vidro.

A jovem mãe descreveu a situação como “triste”, porque “é como olhar para eles num aquário”. Mesmo assim, ela não queria deixá-los sem ver de algum modo as pequenas, já que elas costumavam visitar os bisavós toda terça-feira para tomar café com eles. Ray declarou que a visita foi “extremamente especial” e que ficou “muito feliz e emocionado”.

Filho se despede da mãe pela janela do segundo andar

bombeiros filho despedida mãe asilo
Circle Retirement Community / Redes Sociais (Reprodução)

Jean Wolf tinha 94 anos e era professora aposentada. Ela vivia no asilo Circle Retirement Community, em Bridgewater, no Estado norte-americano da Virgínia. A pandemia de covid-19, porém, alterou bruscamente as visitas familiares ao asilo. Por isso, o filho da professora, Scott, não pôde entrar no edifício para ver a mãe em seus últimos momentos. A coordenadora da entidade, Sarah Petty, informou a Scott que sua mãe estava prestes a partir desta vida.

Mas como ele poderia se despedir? Havia restrições severas para entrar no asilo, porque, além do risco para os residentes, também a mulher de Scott faz parte do grupo de risco: ela está em tratamento com quimioterapia. Sarah então pediu ajuda ao Corpo de Bombeiros e eles rapidamente aceitaram ajudar Scott a ver sua mãe pela última vez neste mundo. Eles usaram o caminhão da corporação para erguer o homem até a janela do segundo andar. Deste modo, Jean e Scott puderam se despedir. A professora, de fato, faleceu no dia seguinte.

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