"Tenhamos confiança nisto! Se tivermos confiança, então ouviremos uma voz do céu"
“Tenhamos confiança nisto! Se tivermos confiança, então ouviremos uma voz do céu”O Papa Francisco afirmou hoje que Jesus reza conosco e “Ele ofereceu-nos a sua própria oração, que é o seu diálogo de amor com o Pai”.
Em sua catequese semanal com os peregrinos na Sala Paulo VI, o Papa falou sobre o tema “Jesus, homem de oração”.
Inicialmente, o Papa recordou que o primeiro ato público de Jesus é a participação numa oração comum do povo, uma prece do povo que se faz batizar, uma oração penitencial, na qual todos se reconhecem pecadores.
Por isso, o Batista gostaria de se lhe opor, dizendo: «Eu é que devo ser batizado por ti. E Tu vens a mim?». O Batista compreende quem é Jesus. Mas Jesus insiste: o seu é um ato que obedece à vontade do Pai, um ato de solidariedade para com a nossa condição humana. Ele reza com os pecadores do povo de Deus.
Jesus reza conosco
O Papa Francisco explicou que Jesus é o Justo, não é um pecador. “Mas Ele queria vir até nós, pecadores, e Ele reza conosco, e quando rezamos Ele está conosco a rezar; Ele está conosco porque está no céu a rezar por nós. Jesus reza sempre com o seu povo, reza sempre conosco: sempre. Nunca rezamos sozinhos, rezamos sempre com Jesus”.
Jesus não é um Deus distante, e não o pode ser. A encarnação revelou-o de forma completa e humanamente impensável. Assim, ao inaugurar a sua missão, Jesus coloca-se à frente de um povo de penitentes, como se estivesse encarregado de abrir uma brecha pela qual todos nós, depois d’Ele, devemos ter a coragem de passar. Mas a via, o caminho, é difícil; mas Ele vai abrindo o caminho.
De acordo com o Papa, “orando, Jesus abre a porta do céu, e daquela brecha desce o Espírito Santo”.
Eis a grandeza única da oração de Jesus: o Espírito Santo apodera-se da sua pessoa e a voz do Pai atesta que Ele é o amado, o Filho em quem se reflete plenamente.
Implorar que a prece de Jesus se torne a nossa
Por esta razão – prosseguiu o Papa Francisco –, “se numa noite de oração nos sentirmos fracos e vazios, se nos parecer que a vida tem sido completamente inútil, nesse momento devemos implorar que a prece de Jesus se torne também a nossa”.
“Hoje não posso rezar, não sei o que fazer: não me apetece, sou indigno, indigna”. Neste momento, devemos confiar n’Ele para que reze por nós. Neste momento, Ele está diante do Pai a rezar por nós, é o intercessor; mostra ao Pai as feridas por nós. Tenhamos confiança nisto! Se tivermos confiança, então ouviremos uma voz do céu, mais alta do que a voz que se eleva da nossa ignomínia, e ouviremos esta voz sussurrar palavras de ternura: “Tu és o amado de Deus, tu és filho, tu és a alegria do Pai que está nos céus”.
Jesus reza conosco, enfatizou o Papa, e reza oferecendo sua própria oração.
Jesus ofereceu-nos a sua própria oração, que é o seu diálogo de amor com o Pai. Concedeu-no-la como uma semente da Trindade, que quer criar raízes no nosso coração. Acolhamo-la! Acolhamos este dom, o dom da oração. Sempre com Ele. E não nos enganaremos.







