Aleteia logoAleteia logo
Aleteia
Terça-feira 27 Julho |
São Galactório
home iconAtualidade
line break icon

Regime comunista chinês assedia freiras até forçá-las a abandonar convento

Regime comunista chinês

gopixa/Shutterstock

Reportagem local - publicado em 10/11/20 - atualizado em 12/11/20

As freiras disseram ter suportado a hipervigilância até o momento em que os policiais retiraram a cruz principal do convento

Regime comunista chinês assedia freiras até forçá-las a abandonar convento: quem relata o enésimo episódio de perseguição religiosa no país é a equipe da revista Bitter Winter, especializada em denunciar ataques à liberdade religiosa na China.

A organização registrou uma série de atos sistemáticos de assédio moral que levaram oito freiras da província de Shanxi a deixarem o convento. As religiosas sofreram persistentes intimidações de policiais locais que as vigiavam invasivamente e as interrogavam de modo agressivo e abusivo. Recentemente, eles retiraram do convento a cruz externa principal, as cruzes internas e cerca de uma dúzia de imagens sacras. Para as freiras, foi a gota d’água.

Regime comunista chinês assedia freiras

Uma das religiosas declarou à Bitter Winter:

“Os policiais nos declararam ‘pessoas perigosas’ e nos assediavam reiteradamente. Por exemplo, eles nos mandaram escrever tudo o que tínhamos feito na vida, desde o jardim de infância, e exigiram que detalhássemos tudo o que fizemos nos últimos meses. Queriam até que nos lembrássemos do número das placas dos carros que usamos em nossas viagens!”

As autoridades instalaram quatro câmeras de segurança no convento e pretendiam instalar outras na sala de jantar, na cozinha e na lavanderia, mas as freiras conseguiram impedir.

De fato, a hipervigilância da ditadura comunista chinesa sobre os cidadãos ultrapassa os níveis do surreal, conforme é possível constatar neste artigo:


Sistema de créditos sociais da China

Leia também:
“1984” em 2020: os estarrecedores “créditos sociais” da China para controlar o povo

A gota d’água

As freiras disseram ter suportado a hipervigilância até o momento em que os policiais retiraram a cruz principal do convento.

“A cruz é um símbolo de salvação. Tirá-la foi como tirar um pedaço da nossa carne. Se nós resistíssemos, o governo teria demolido o convento”.

A revista prossegue o relato, com base no depoimento de uma das freiras:

“Nomearam três pessoas para nos observar, um policial e duas autoridades locais. Eles entravam no convento com frequência para perguntar sobre as nossas atividades; inclusive, algumas vezes, à noite. O governo chegou a contratar bandidos para nos assustar. Chegaram a entrar na cozinha para nos intimidar, agindo de forma indecente. Pediam para comermos com eles”.

Uma realidade estarrecedoramente comum

O caso é um entre milhares.

Em 13 de setembro, o regime chinês fechou uma igreja católica em Shenzhou, na província de Hebei, porque a comunidade paroquial se negou a aderir à Associação Católica Patriótica Chinesa (ACPC), uma entidade que de católica só tem o nome. Trata-se, na verdade, de uma criação do governo comunista para controlar a Igreja Católica na China. Um paroquiano declarou que o Partido Comunista está reprimindo a religião atualmente de modo ainda mais rígido que durante a famigerada “Revolução Cultural” de Mao Tse Tung.

A mesma situação ocorre com grande frequência com outras paróquias que se recusam a fazer parte da ACPC. Em setembro, um dos casos ocorreu na cidade de Yotong, também na província de Hebei. Na ocasião, um fiel local declarou que entrar nessa entidade equivale a “ser totalmente controlados pelo Partido Comunista e ser arrancados de Deus”.




Leia também:
Com cristãos confinados, governo da China continuou destruindo igrejas e cruzes

Tags:
comunismofreirasPerseguição
Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • Aleteia é publicada diariamente em sete idiomas: inglês, francês,  italiano, espanhol, português, polonês e esloveno
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Oração do dia
Festividade do dia





Top 10
1
Reportagem local
A arrepiante oração de uma mulher no corredor da morte por ser ca...
2
st charbel
Reportagem local
Por acaso não está acontecendo o que São Charbel disse?
3
Aleteia Brasil
Sorrisão e joelhos: 2 pais brasileiros e seus bebês que emocionar...
4
CROSS;
Reportagem local
O que significa o sinal da cruz feito sobre a testa, os lábios e ...
5
JENNIFER CHRISTIE
Jeff Christie
Minha mulher engravidou de um estuprador – e eu acolhi o bebê nas...
6
CONFESSION, PRIEST, WOMAN
Julio De la Vega Hazas
Por que não posso me confessar diretamente com Deus?
7
Anna Gębalska-Berekets
O que falar (e o que não falar) a um ente querido com câncer
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia