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Pe. Zezinho e eleições: "Tenho pena deste povo"

Pe. Zezinho

Pe. Zezinho

Reportagem local - publicado em 16/11/20

"As dores do mundo e do Brasil fazem você pensar e orar pelos outros ao menos de vez em quando?"

Pe. Zezinho e eleições: “Tenho pena deste povo“. Foi assim que o sacerdote brasileiro se pronunciou em sua rede social após as votações deste domingo para prefeitos e vereadores no Brasil:

“O problema é deles ou é seu também? Ou você tem pena e sente dó dos outros, ou você não tem pena e não sente dó de ninguém. Nem de pobres, enfermos, crianças, pessoas traídas e abandonadas, mães feridas na alma e gente com fome e desempregada! Ou você ajuda e fala das dores alheias ou não está nem aí, porque você já tem seus próprios problemas! Ou prega e canta a dor alheia ou se omite preferindo cantar e exaltar a vitória do rei glorioso ou cantar cantos intimistas, tipo MEU JESUS E EU! Ou você acorda todos os dias orando pelas dores e esperanças do povo que sofre, ou você passa anos e anos sem pregar ou cantar sobre a cruz dos outros e sobre o que dói nas crianças, nos jovens, nos pais e mães, nos anciãos e nos que procuram emprego e não acham! As dores do mundo e do Brasil fazem você pensar e orar pelos outros ao menos de vez em quando?”

O padre prosseguiu:

“Quando Jesus disse que tinha pena do povo que ia com ele, não só teve pena, mas fez alguma coisa por ele! Alimentou-o (Mc 6,34-42). Quando rezamos na Salve Rainha e oramos pelos que sofrem “neste vale de lágrimas”, reconhecemos que há milhões de pessoas que choram , talvez bilhões! E por que será que choram? Jesus disse (Mt 5,4) que os que choram seriam consolados! Mas quem irá consolá-los? Certamente Jesus não virá do céu e numa gigantesca aparição tomará no colo todos os que choram. Ele conta com as palavras, sermões e canções dos consoladores dos aflitos. Nós!”

Continuando, o pe. Zezinho questionou:

“Perdemos esta capacidade de pregar, cantar e falar em defesa do povo sofrido? E por que perdemos isto? Por medo de sermos criticados e de nos acusarem de sermos excessivamente políticos? E quem critica também não está fazendo política?”

E convidou:

“Releia os 150 salmos. Cerca de 120 deles falam de quem sofre e pede ajuda de Deus; ou exorta quem canta a voltar-se para a pessoa ou para o povo oprimido”.

Pe. Zezinho e eleições

Ele então ligou este assunto ao contexto atual das eleições municipais:

“Em tempo de eleições, é hora de sentir dó dos mais de 50 ou 70 rostos de sofredores que a Igreja descreve no Concílio Vaticano II e no documento de Aparecida. Mas receio que muitos pregadores ou cantores nunca os leram! Ou, se leram, já esqueceram. Misericórdia significa ter um coração voltado para quem sofre de qualquer dor de corpo ou de alma. Uma das maiores provas de que somos seguidores de Cristo são as invocações que usamos ao orar: Tem piedade de mim, Senhor. Tem piedade de nós, Senhor. Tem piedade de Fulano, Cicrano e Beltrano que sofrem mais do que nós!”

O padre voltou a falar do exemplo de Jesus e pediu mais fraternidade:

“Virtude é orar, pregar e cantar todos os dias lembrando as dores dos outros! É por aí que começamos a entender os Evangelhos. Jesus sentia pena dos outros. E morreu sentindo pena dos outros que não tinham entendido aquela cruz (Lc 23,34)! Oremos e achemos palavras fraternas diante das cruzes dos outros! Infelizmente, o mundo está perdendo a capacidade de SENTIR DÓ DOS OUTROS! O Brasil já foi um país melhor neste sentido. Éramos muito mais vizinhos! Os muros, as cercas eletrônicas e os alarmes nos distanciaram até dos vizinhos mais próximos!”

E encerrou:

“Na verdade, em muitos púlpitos cristãos, há EU EU EU demais nas pregações, nas orações e nas canções! Tudo está mais intimista. Prestem atenção nas letras das canções das missas e nas adorações!… Estão repletas de Meu Jesus e eu, Deus e eu, Quero amar somente a Ti! O OUTRO está perdendo de 8×2 para o EU!”


ELEIÇÕES NO BRASIL

Leia também:
Eleições municipais à luz da doutrina social

Tags:
OraçãoPolíticasolidariedade
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