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Games violentos: que postura devemos ter?

VIDEO GAMES

Cagkan Sayin - Shutterstock

Julio De la Vega Hazas - publicado em 23/11/20 - atualizado em 23/11/20

Há que saber distinguir. O herói não é o mesmo que o sádico. Então há que se avaliar e descartar como inconvenientes alguns jogos

Em boa parte dos games há violência, de uma forma ou outra. Existe o inimigo, e é preciso acabar com ele, seja matando extraterrestres ou o exército vizinho. Evidentemente, a possível preocupação não tem a ver com os danos reais causados, pois estes não existem: tudo é virtual, nada é real.

A preocupação tem mais a ver com o efeito da incitação à violência, sobretudo nos mais jovens. Parte-se da ideia de que eles tendem a imitar o que veem, sobretudo quando, como nos games, não só veem, mas também atuam. No entanto, resolver a questão aceitando isso sem mais e desaprovando esses jogos é uma simplificação bem menos realista do que pode parecer.

Discernimento

Se voltarmos atrás, antes da revolução informática, o que as crianças liam tampouco era pacífico: desde contos em que se devia acabar com o dragão, passando por quadrinhos de façanhas bélicas, até livros com episódios violentos. Isso criou uma geração violenta? Na verdade não. O fator que aumentou os índices de violência na sociedade foram as drogas.

O equívoco radica na consideração da própria violência. Hoje está na moda pensar que toda violência é imoral, mas não é assim. Goste-se ou não, a violência – medida, controlada, mas apenas a imprescindível – se faz necessária como último recurso para restaurar a justiça e a ordem social. Se não fosse assim, não haveria polícia nem presídio.

O que ocorre com os games? Há que saber distinguir. O herói não é o mesmo que o sádico. Então há que se avaliar e descartar como inconvenientes alguns jogos: os que fazem uso recreativo da violência ou, pior ainda, da crueldade; os que convocam a uma violência gratuita ou, pior, injusta.

O risco do vício

O restante é inofensivo? Nem tudo. Acontece com isso – na realidade o fenômeno é o mesmo – algo parecido com o Dom Quixote em relação aos chamados romances de cavalaria. Eles podiam prender a atenção de uma forma que o leitor não vivesse para outra coisa a não ser deixar a imaginação voar com eles. Ou seja, há o risco do vício. Com a maioria dos games este é o perigo real, por isso eles requerem um uso moderado e uma educação que ensine a utilizá-los com temperança (isso vale para as crianças, os jovens e os adultos). Coisa que não é fácil.


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Tags:
VíciosViolência
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