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Os pequenos gestos do Papa Francisco

© FILIPPO MONTEFORTE / AFP

Mario Alcudia - publicado em 16/12/20

Seguir Jesus exige estar atentos ao clamor do pobre, do fraco e do marginalizado

O Papa Francisco, em seu pontificado, nos acostumou a gestos simples, mas paradoxalmente extraordinários. E digo isso porque, além dos seus ensinamentos como Papa, há outro tipo de testemunho, através de obras e gestos, digno de ser sublinhado: refiro-me ao carinho com que o Papa se aproxima e abraça as pessoas que mais sofrem, os doentes.

Recordo, por exemplo, uma vez que o Papa colocou os fiéis da Praça de São Pedro para rezar por Noemi, uma menina doente. Recordo também o episódio em que o Papa se aproximou de um homem com o rosto desfigurado, com verrugas por toda a face e, no entanto, Francisco o abraçou e beijou com ternura.

© ANSA/CLAUDIO PERI

Há quem diga que isso é algo normal. Será mesmo? Será isso normal também para cada um de nós, para todos os cristãos? Infelizmente, vivemos em uma sociedade que rejeita o doente, que dá as costas para ele, fugindo e desviando o olhar.

Cristo, São Francisco e São Damião

A bela imagem do Papa acariciando a cabeça do homem desfigurado recorda o próprio Cristo, e também São Francisco e São Damião, quando abraçavam os leprosos.

O Papa sabe que, como o próprio Jesus, é preciso ser servidor dos pequenos, dos humildes. Também ele, com seu exemplo, quer nos recordar que seguir Jesus exige estar atentos ao clamor do pobre, do fraco, do marginalizado.

Nossa fé em Cristo precisa nos levar a vencer estes medos, nossas misérias, que muitas vezes nos fazem desviar nosso olhar e deixar que outras pessoas vivam a caridade em nosso lugar.

É verdade que a Igreja, com instituições como a Cáritas, com ordens religiosas, realiza um trabalho enorme de atenção e cuidado; tais instituições são testemunho da caridade operante. Mas esse abraço do Papa deve nos recordar que não nos faltam possibilidades nem pessoas com as quais podemos viver o amor.

Doentes, pobres, idosos, pessoas sozinhas: todos eles merecem a nossa atenção. Trata-se de carregar um pouquinho a sua cruz, para tornar o seu caminho um pouco mais fácil.

Este é o poder dos pequenos gestos de amor, sobre os quais o Papa nos fala especialmente através do seu testemunho: a comunhão da caridade, que passa também pela partilha dos sofrimentos.




Leia também:
“O Papa não teve medo de me abraçar”

Tags:
AmorIgrejaPapa FranciscoValores
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