Aleteia logoAleteia logo
Aleteia
Domingo 24 Outubro |
São José Lê Dang Thi
Aleteia logo
home iconAtualidade
line break icon

Videogame argentino para matar fetos, padres e mulheres pró-vida

DOOM BABY FETUS

Doom Baby Fetus

Francisco Vêneto - publicado em 21/12/20

Obra de ativista pró-aborto modifica o game "Doom", carnificina virtual que fez estrondoso sucesso nos anos 1990

Videogame argentino para matar fetos, padres e mulheres pró-vida: esta é uma das “iniciativas” com que o ativismo pró-aborto no país vem divulgando desde 2018 a mensagem de que exterminar bebês em gestação é pouco mais que uma brincadeira.

Trata-se de uma modificação do game “Doom”, uma carnificina virtual que fez estrondoso sucesso na década de 1990 e na qual o jogador precisa matar inimigos disparando tiros desesperadamente.

É necessário observar, por um lado, que o jogo original já foi acusado, na época do seu auge, de banalizar a vida de modo escancarado, porque, embora os personagens-alvo fossem monstros, a dinâmica do jogo como tal simulava assassinatos em massa com alto nível de realismo. O game também chegou a ser associado com o tragicamente célebre massacre de Columbine, porque os dois estudantes que invadiram o colégio disparando contra colegas e professores eram assíduos jogadores de “Doom”. As controvérsias quanto ao impacto psicológico do jogo eram tais que o então senador pelo Estado norte-americano de Washington, Phil Talmadge, propôs o cadastramento compulsório dos usuários de jogos de realidade virtual, mas esta iniciativa não foi adiante.

Não se pode considerar surpreendente que alguém tenha tido a ideia de lançar uma versão do jogo focada em exterminar bebês no útero materno, dada a narrativa de que “fetos não são gente” (como se viessem a virar gente num passe de mágica a partir de uma data aleatória, estabelecida pelos parlamentares de cada país com base em critérios elásticos e variáveis conforme o país, a época, o partido etc.) É pouco razoável acreditar que a facilidade com que se descarta um bebê em gestação não tenha nenhuma relação com uma cultura em que a o valor da vida não apenas depende dos pontos de vista de cada um, como a própria vida pode ser tranquilamente exterminada como meio para “solucionar problemas” – ou como “entretenimento” mesmo.

Particularmente incoerente, por outro lado, é que os defensores do livre extermínio de bebês na vida real aleguem fazê-lo em defesa da vida das mulheres, sejam quais forem as circunstâncias da gestação e seja qual for o motivo apresentado para “interrompê-la”. Igualmente incoerente é que, em paralelo, esses mesmos ativistas também costumem protestar com ênfase contra o extermínio de outros seres humanos com base em critérios de minoria, como se o valor da vida fosse variável de acordo com circunstâncias sócio-econômicas, de cor da pele, de origem étnica, de sexo biológico ou de orientação sexual. A idade, a julgar pela promoção acelerada de aborto em qualquer contexto e de eutanásia independentemente de doenças, já foi expurgada do catálogo de critérios para estimar a cotação de uma vida humana.

Videogame argentino para matar fetos

É por isso, talvez, que as vidas adultas identificadas como empecilho ideológico também podem ser descartadas estrategicamente sem maiores escrúpulos éticos. De fato, na versão de “Doom” modificada pelo ativismo pró-aborto, o jogador precisa matar mulheres pró-vida e padres católicos para conseguir chegar até o feto. Além de fim em si mesmo, o extermínio de vidas também é apresentado como meio autojustificável.

Assim que o jogador mata o nascituro, o jogo modificado exibe a mensagem “Você matou o ‘fetito’! Agora dê este medicamento abortivo [e faz propaganda de uma marca em particular] a quem também precisa derrotá-lo!

Já seria trágico se fosse apenas um jogo virtual.




Leia também:
Falece a mulher que levou à aprovação do aborto nos EUA, mas que depois se converteu ao catolicismo

Tags:
AbortoIdeologiaVida
Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • Aleteia é publicada diariamente em sete idiomas: inglês, francês,  italiano, espanhol, português, polonês e esloveno
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Oração do dia
Festividade do dia





Top 10
1
Casal brasileiro com 8 filhos espera gêmeos
Francisco Vêneto
Jovem casal brasileiro com 8 filhos espera gêmeos: “cada um vale ...
2
Reportagem local
A bela lição que este menino deu a todos ao se aproximar do Papa
3
Papa Emérito Bento XVI
Francisco Vêneto
Bento XVI: “Espero me unir logo” aos amigos que já estão na etern...
4
VENEZUELA
Ramón Antonio Pérez
Quando a vida surge do abuso atroz a uma jovem deficiente
5
Carlo Acutis
Gelsomino Del Guercio
“Ele fechou os olhos sorrindo”: foi assim que Carlo Acutis morreu
6
São José
Francisco Vêneto
Padre irmão de piloto de avião partido em dois: “São José tem mui...
7
Papa Francisco São José Menino Jesus
Ricardo Sanches
A oração a São José que o Papa Francisco reza todos os dias há 40...
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia