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Igreja avisa que não pagará resgates por religiosos sequestrados na Nigéria

Cristãos perseguidos na Nigéria

Aid to the Church in Need

Francisco Vêneto - publicado em 04/02/21

Os bandidos sabem que o rapto de sacerdotes ou freiras tem mais probabilidade de repercutir na mídia

Igreja avisa que não pagará resgates por padres e religiosos sequestrados na Nigéria: a árdua decisão foi confirmada pelo arcebispo de Abuja, capital do país, em entrevista à Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

Dom Ignatius Ayau Kaigama disse que o objetivo desta decisão é não alimentar a indústria do sequestro que vem crescendo de modo chocante no país africano.

A Nigéria já vem sofrendo uma longa onda de perseguição religiosa contra os cristãos, promovida principalmente pelo grupo jihadista Boko Haram e pelos pastores nômades fundamentalistas Fulani. Como se não bastasse, o país tem passado por uma série de sequestros que atingem não apenas os cristãos, mas a população em geral.

Igreja avisa que não pagará resgates

O arcebispo dom Ignatius comenta que os sequestros em geral têm fins econômicos, mas também há casos ligados ao fanatismo religioso. Os bandidos sabem que o rapto de sacerdotes ou freiras tem mais probabilidade de repercutir na mídia, o que serve como pressão para que o governo atenda as reivindicações dos bandos fundamentalistas.

Para dom Kaigama, a perseguição religiosa que traumatiza a Nigéria é “uma doença que está se espalhando sem que haja qualquer esforço significativo para combatê-la”. Ele reforça a “necessidade urgente” de mais determinação e eficácia do governo em combater o problema. De fato, o governo do país tem sido reiteradamente acusado de omissão diante da longa trajetória de ataques e violências dos grupos jihadistas e, agora, também da onda de sequestros.

Entre os casos mais recentes de raptos de religiosos no país, há dois particularmente graves:

  • em 27 de dezembro de 2020, um bispo foi alvo desse tipo de sequestro pela primeira vez na história da Igreja Católica na Nigéria: dom Moses Chikwe, auxiliar da arquidiocese de Owerri, foi mantido refém durante alguns dias e depois libertado;
  • em 15 de janeiro de 2021, o pe. John Gbakaan, da diocese de Minna, foi sequestrado e brutalmente assassinado no dia seguinte.

Les actes terroristes sont presque quotidiens au Nigeria

Leia também:
Bispo nigeriano: “Estão matando cristãos como frangos”

Tags:
TerrorismoViolência
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