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6 vírus que causam casamentos doentios

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fizkes | Shutterstock

Gelsomino Del Guercio - publicado em 25/02/21

Estes problemas são tão graves quanto uma doença, e podem prejudicar seriamente o seu relacionamento

Quais são os “vírus” que podem transformar um casamento, causando conflito ou até separação?

Vejamos uma ideia interessante de Mariateresa Zattoni e Gilberto Gillini, um casal italiano que é especialista em casamento e família (e autores de vários livros sobre o temam em italiano).

O casal identifica seis “vírus” muito sérios que podem infectar relacionamentos. Esses seis são apenas a ponta do iceberg. “Temos certeza de que milhares deles podem ser encontrados em todas as suas metamorfoses e proliferações”,  escrevem os autores.

Mas faz sentido se concentrar nesses seis, pelo menos no início. “Encontramos uma concentração entre esses seis, uma concentração que lhes dá um poder enorme”, explicam eles no livro Coppia fragil? Tra virus e antivirus (“Casal frágil? Entre vírus e antivírus”).

Estes, portanto, são os seis maiores problemas a serem observados e evitados:

1 – Pensar muito em si mesmo

O egocentrismo é a mãe de todos os vírus. Consiste na afirmação absoluta do ego individual, como princípio e critério da realidade, especialmente da realidade emocional.

Egocentrismo significa assumir que “o que é bom para mim é bom para todos.” Além disso, significa pensar que minhas razões, minhas necessidades, minhas dificuldades e meus medos são a própria razão da existência do relacionamento, e mantê-los no centro é essencial para a felicidade do casal. Esta é claramente uma receita para o desastre.

2- Expectativas não realistas

Essa atitude deriva da anterior. É como dizer ao seu cônjuge: “Você foi feito para mim, deve atender às minhas expectativas; você é uma extensão de mim.”

Essa atitude se torna particularmente problemática quando um dos cônjuges se sente desapontado porque o outro “não é o que fui levado a acreditar”. A razão de estarmos juntos passa a ser totalmente egoísta, uma rua de mão única, onde o outro só existe para me preencher e me fazer feliz, de acordo com a minha própria expectativa.

3 – Falta de compromisso

De modo geral, o relacionamento conjugal é uma via de mão dupla: “Você é meu e eu sou seu”. Mas se fizermos desse princípio de troca uma condição e não uma promessa, um relacionamento pode ser apenas um compromisso temporário.

O relacionamento fica escravizado a situações favoráveis ​​(financeiras, físicas, emocionais, etc.). Não queremos nos comprometer porque não sabemos como nos sentiremos em relação ao nosso cônjuge no futuro, nem se eles irão satisfazer nossas demandas e expectativas e nos dar tudo o que queremos.

4 – Dúvidas sobre o futuro

Esse problema cai no enigma do “ovo ou da galinha”, porque está intimamente ligado aos erros mencionados anteriormente. Se formos vítimas de qualquer um dos “vírus” anteriores, não podemos garantir que amaremos nosso cônjuge para sempre.

Além disso, não sabemos se nosso cônjuge será “bom o suficiente” para nós para sempre, porque não podemos evitar sentir nossas emoções, nossas paixões e nosso humor. Essas tempestades passageiras podem se tornar o barômetro, não apenas de nossa vida pessoal, mas de nosso casamento.

5 – Rotas de fuga

O resultado natural dos “vírus” anteriores é a necessidade de rotas de fuga. Se entrarmos em um relacionamento com essas ideias erradas, nos sentiremos presos, como um cachorro amarrado à coleira. Pensaremos que precisamos ter pontos de fuga, atalhos e até mesmo uma folga de nosso cônjuge – caso contrário, não nos sentiremos livres. Nosso ego não se dá a ninguém além de nós mesmos (“Se eu não me defender, ninguém vai me defender!”). Portanto, não estamos dispostos a desistir de nossa “liberdade”.

6 – Problemas com a família

“Eu vou casar com você, não com sua família. Você deve cortar laços com eles.” Esse pensamento não é novo, mas em nosso contexto cultural, nos traz de volta ao primeiro “vírus” e é seu verdadeiro desmascaramento. Parece dizer:

“Para ser meu, você tem que cortar todos os laços. Você tem que renascer para mim: eu sou seu horizonte, sua razão de ser, e você me deve tudo – até mesmo qualquer um dos seus valores que se atreva a colocar diante de mim! – porque sua razão de existência sou eu. Do contrário, vamos terminar e ser amigos como antes …”

Esse pensamento pode ser comum, mas é profundamente desrespeitoso com o cônjuge e vai prejudicar vocês dois no longo prazo.

O remédio e o tratamento

Colocar-se em primeiro lugar, ter essa atitude egoísta, “é a grande muralha que impede o amor, pois reduz o amor a aspectos emocionais passageiros”, dizem Zattoni e Gillini. “Nem é preciso dizer que o antivírus é, sobretudo, a demolição da grande muralha, ou melhor, a exploração apaixonada de suas fendas, para que você possa entrar.”

A solução, portanto, se resume em focar exclusivamente na outra pessoa, não em si próprio. A resposta não é pensar tanto no que nosso cônjuge nos deve, mas no que podemos dar a ele.

O casamento, de fato, é uma via de mão dupla; devemos dar antes de esperar receber. Esta é a única maneira de conter o aparecimento de problemas que podem atormentar um casal.

Então, se você está se sentindo frustrado ou insatisfeito com seu casamento, não espere – procure um profissional para ajudá-lo a resolver isso para que as coisas não piorem.


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Leia também:
12 segredos dos casais felizes

Tags:
CasamentoEspiritualidadeRelacionamento
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