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Trabalhar na pandemia versus brincar na pandemia: pe. Zezinho comenta diferença

Trabalhar na pandemia

Shutterstock | Ronaldo Almeida

Reportagem local - publicado em 25/03/21

"Quem se contamina porque foi brincar não pode ser comparado a quem se contaminou porque, se não trabalhasse, passaria fome"

Trabalhar na pandemia versus brincar na pandemia: o pe. Zezinho publicou um texto em sua rede social no qual menciona essa diferença, bem como o grande impasse entre controlar a propagação do coronavírus e, ao mesmo tempo, atender às necessidades econômicas da população.

Diante deste difícil desafio, ele questiona a falta de consistência das políticas governamentais desde bem antes da atual pandemia, na qual colhemos os frutos amargos de prioridades mal escolhidas ao longo de muitos anos e de muitos governos.

Eis o que ele escreveu:

“Ninguém sabe controlar a pandemia e as aglomerações, exceto vacinando, usando máscaras e usado álcool-gel. Trabalhadores precisam sair para trabalhar e buscar comida para não passar fome. Pequenos empresários precisam tocar seus negócios para não falir. Os que se arriscam por necessidade sabem que, se contraírem o vírus, foi pela idade, pelas enfermidades anteriores e pela família e seus amores. Não estão brincando! Os que se arriscam sem nenhuma necessidade só porque precisam brincar são simplesmente egoístas que só pensam nos seus direitos – que, numa epidemia deixam de ter, porque a nação vem primeiro. Quem se contamina porque foi brincar não pode ser comparado a quem se contaminou porque, se não fosse trabalhar, sua família passaria fome!”

Trabalhar na pandemia versus brincar na pandemia: um impasse

O sacerdote brasileiro prossegue:

“E os governantes? Eles também não sabem como resolver o impasse atual, exceto propondo máscaras, álcool-gel, sabonete e distanciamento, menos no metrô e nos ônibus: não há vagões e ônibus em quantidade suficiente para as necessidades diárias do povo, nem hospitais, nem leitos. Naqueles dias de mega-estádios e olimpíadas, o Brasil precisava brilhar aos olhos do mundo. Ninguém foi consultado! Mas, na mesma época, os hospitais públicos já conheciam havia muito tempo as filas nos corredores cheios de enfermos esperando leitos. O descaminho vem de longe! O triste é que, se alguém lembra isto, os adeptos deste descaminho culpam o outro lado ou quem ousou escrever que a culpa está vindo de longe. Os governantes nem sempre escolheram as prioridades! E continuam não sabendo. E, pelo jeito, nem os juízes, nem os pregadores da fé…”

enchente

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Tags:
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