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Pe. Zezinho: autoridades confiam no consumidor, mas não nos fiéis?

Padre Zezinho

Pe. Zezinho

Reportagem local - publicado em 08/04/21

"Você é cidadão quando vai comprar e não é cidadão quando vai orar? Discussão mal colocada", diz ele

O pe. Zezinho publicou em sua rede social as seguintes considerações sobre as proibições de ir e vir que, no contexto da pandemia, se aplicam a certos locais, mas não se aplicam a outros:

Minha opinião sobre ir ao templo

“Missa pode aglomerar e o toque de mãos e abraços pode conter o vírus! Mas sou a favor de manter as portas do templo abertas para quem deseja ir lá e orar sem aglomerar. Em geral, os templos católicos são altos e espaçosos e permitem circulação do ar sem perigo.

Mas pergunto a quem é radical só contra os templos:

Você vai ao supermercado e guarda distância de 90cm? E usa máscara e álcool em gel? Então por que você não pode ir ao templo fazendo a mesma coisa? O vírus só ataca nos templos?

Alguém proibiu você de entrar num supermercado quando você usou álcool em gel e foi de máscara? Então por que toda esta discussão? Você é cidadão quando vai comprar e não é cidadão quando vai orar? Guardando distância, como muitos templos guardam, vai pegar o vírus; mas no supermercado, pegando nas frutas e legumes, não vai pegar?”

Autoridades não confiam nos fiéis?

O padre prosseguiu:

“Acho que esta discussão está mal colocada. As autoridades confiam no consumidor, mas não confiam em nenhum crente em Jesus? Está na hora de colocar este debate nos seus devidos termos”.

Tags:
Covidliberdade religiosaPandemia
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