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Católico e DeMolay?

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Vanderlei de Lima - publicado em 11/04/21

A Ordem DeMolay – que não é uma instituição maçônica em si, mas orientada e dirigida por maçons – foi fundada por Frank Shermann Land, o “tio Land”, em 1919

Difunde-se entre adolescentes e jovens de 13 a 21 anos a Ordem DeMolay. Daí a oportunidade de tratarmos do tema neste artigo.

A Ordem DeMolay – que não é uma instituição maçônica em si, mas orientada e dirigida por maçons – foi fundada por Frank Shermann Land, o “tio Land”, em 1919, no Kansas City (Estados Unidos). Land, um homem educado no cristianismo de raiz protestante, sempre se interessou pela instrução de adolescentes e jovens para a prática das grandes virtudes humanas: lealdade, honestidade, fidelidade ao dever etc. Tornou-se figura de certa projeção social e, aos 35 anos, chegou ao grau 33 da Maçonaria. Em 1959, Deus o chamou a juízo, mas sua obra se espalhou mundo afora. Daí escrever Wilton Cunha, no final da década de 1980, que, até aquela data, “mais de três milhões de jovens já se ajoelharam perante os Altares da Ordem DeMolay em todo o mundo” (Ordem DeMolay. Introdução à sua Filosofia.  Rio de Janeiro: Mandarino, 1988, p. 16).

Alguns podem perguntar: afinal, por que DeMolay? – Ao que tudo indica, em honra a Jacques DeMolay (1245-1314), Grão-Mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários, que, após processo fraudulento e cheio de falsas acusações, foi morto, em 18 de março de 1313, dizendo-se inocente. É considerado herói por sua grandeza de alma. Cumpre dizer, a título de complemento, que a Ordem dos Cavaleiros Templários é uma instituição católica fundada, em 1118, por Hugo de Payens com a missão de prestar assistência aos peregrinos da Terra Santa. Seus membros faziam os votos de pobreza, castidade e obediência e viviam próximos ao antigo templo de Salomão, daí o nome templários (cf. Alain Demurger. Os cavaleiros de Cristo. Rio de Janeiro: JZE, 2002).

Isso posto, registramos que Frank Shermann Land afirmou: “DeMolay é conforme uma religião que é difícil definir. Trabalha de tantas maneiras e pratica tantas boas ações para e em benefício de um jovem que realmente tem que ser experimentada para ser totalmente compreendida, avaliada e apreciada… Falando literalmente, DeMolay é uma organização de jovens cuja finalidade é formar melhores cidadãos” (Ordem DeMolay, p. 21). Ainda: a ética de um DeMolay se exprime nos seguintes itens: “Um DeMolay serve a Deus. Um DeMolay honra todas as mulheres. Um DeMolay ama e honra seus pais. Um DeMolay é honesto. Um DeMolay é leal a ideais e amigos. Um DeMolay executa trabalhos honestos. Um DeMolay é sempre um cavalheiro. Um DeMolay é um patriota tanto em tempo de paz quanto em tempo de guerra. Um DeMolay sempre permanece inabalável a favor das Escolas Públicas. Um DeMolay sempre possui a fama de um bom cidadão, cumpridor das leis. A palavra de um DeMolay é tão válida quanto sua confiança. Um DeMolay é o orgulho de sua Pátria, seus Pais, sua Família e seus Amigos. Um DeMolay, por preceito e exemplo, deve manter os elevados níveis aos quais ele se comprometeu” (Idem, p. 24).

Após esse breve registro, importa oferecer uma avaliação católica. Escreve Dom Estêvão Bettencourt, OSB, que “A Ordem DeMolay enfatiza grandemente ‘inabalável apoio às Escolas Públicas’. Esta é, entre outras, uma tese maçônica. A Igreja Católica propugna, ao lado da Escola Pública, a existência da Escola Particular. Esta pertence ao regime democrático. Com efeito; compete aos genitores o direito de educar seus filhos segundo a filosofia que mais oportuna lhes pareça” (Pergunte e Responderemos n. 504, junho de 2004, p. 257). Ainda: a Igreja, embora saiba que nem todos os ramos da Maçonaria são iguais – parece haver os mais e os menos hostis e até os simpáticos à religião –, estabelece como norma geral o que se lê na Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé, de 26/11/1983: “Permanece, portanto, imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas.  Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão”.

Eis o que se pode e se deve dizer aos católicos sobre o tema em questão.

Tags:
DoutrinaIgreja Católica
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