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Um alerta sobre mais uma consequência nefasta da pandemia: o espírito ditatorial

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Vitor Roberto Pugliesi Marques - publicado em 18/04/21 - atualizado em 18/04/21

Quando um governante propõe um “lockdown” e não consulta devidamente o povo, esse governante esquece a vocação maior à qual foi chamado numa democracia

Nestes quase dois anos de pandemia da Covid-19, é visível o quanto tem sofrido o nosso país. Para fazer uma retrospectiva, lembremos brevemente como tudo se iniciou. O primeiro relato de caso pelo novo Coronavírus foi feito na cidade de Wuhan, na China, no dia 31 de dezembro de 2019. No ano de 2020, facilitado pelas redes de contato interpessoal da globalização, o vírus se espalhou pelo mundo todo, sendo definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma pandemia. A partir de então, toda repercussão na saúde e na sociedade tem sido relatada cotidianamente pelos meios de comunicação e pelas redes sociais. E é fato que inúmeras consequências econômicas, sociais e espirituais têm ocorrido.

Frente a esse problema, quanto frente a qualquer outro problema, cabe-nos sempre uma reflexão madura e sensata a fim de se buscar soluções. Entretanto, o que temos visto é uma parcialidade político-partidária que, muitas vezes, ofusca a luz da razão e a luz do real interesse em se acharem caminhos de enfrentamento. Além disso, tem-se aberto espaço para especulações e desinformação que, no mínimo, para o momento, não têm tanta importância. Por exemplo, há quem advogue que o vírus é uma invenção chinesa de laboratório com finalidades econômicas. Ora, investigações nesse sentido são legítimas, mas cabem às autoridades científicas e políticas, sendo que da nossa parte – cidadãos de bem – compete analisar agora o que nos cerca em busca de soluções concretas e em busca de se evitar danos maiores. 

Já alertamos em outro artigo sobre os excessos no qual muitos governantes têm incorrido sob a justificativa de conter a pandemia (cf. O estado de taquicardia patológica após mais de um ano de pandemia, publicado no site Aleteia). Vale, neste momento, um alerta sobre mais uma consequência nefasta da pandemia: o espírito ditatorial. Não é de hoje que, diante do caos social, surge ambiente favorável para ditadores implementarem suas ideias e fazerem calar os que se opõem a elas. Isso põe abaixo toda a dimensão da pluralidade, da democracia e da liberdade sobre a qual se construiu (e ainda se está por construir) as instituições governamentais do nosso país. Quando um governante propõe um “lockdown” e não consulta devidamente o povo, ou quando impõe medidas restritivas com uma austeridade incompatível com a prática do trabalho honesto, que nos é tão cara (cf. Contra a dignidade do trabalho honesto?, publicado no site Aleteia), esse governante esquece a vocação maior à qual foi chamado numa democracia: governar com o povo e para o povo.

O Brasil sofre com as mortes advinda da “importação” do vírus chinês. A China é um país que padece com um regime ditatorial comunista que se arrasta há décadas, impedindo que haja a livre manifestação das ideias e o livre exercício da fé. Temos notícias de inúmeros missionários mortos todos os anos devido à crueldade ditatorial presente naquele país. Não podemos fazer com que, em continuidade com essa pandemia, venha até nós o modelo governamental chinês: o de ditadura. Para quem advogue que é exagero pensar que os desmandos da ditatura chinesa cheguem ao nosso país, proponho duas reflexões: uma de um filme chamado “A onda”, produção alemã de 2008, dirigida pelo cineasta Dennis Gansel, e outra sobre a imposição em se usar pulseiras identificando os contaminados pela Covid-19. 

O citado filme alemão, baseado em fatos reais, é inspirado no experimento social denominado “Terceira Onda”, realizado pelo professor de história norte-americano Ron Jones. O professor, vendo-se incapaz de explicar aos seus estudantes como a população alemã poderia ter alegado não saber sobre o extermínio dos judeus, decidiu demonstrar isso a eles de modo prático. Ele conduziu gradativamente, em sala de aula, os estudantes a um regime autárquico, de modo que ao final, sem perceberem, estavam sob um domínio ditatorial! Se fosse um filme puramente ficcional, poderíamos dizer que isso só ocorre na ficção mesmo; mas, foi uma produção baseada em fatos reais! Deste modo, não há como sustentar o argumento de que isso não pode acontecer em nosso país ou em qualquer outro lugar do mundo. Sobre as pulseiras de identificação, houve o relato de que moradores com Covid-19 devem usá-las, na cidade de Nova Granada (SP), oeste paulista. Pacientes serão multados em R$ 300 em caso de descumprimento de tal determinação. Ora, isso não é similar ao que se fazia nos regimes nazifascistas com judeus, que tinham de andar com a o símbolo da estrela de Davi no braço, identificando sua “impureza judaica”? Surpreende-nos que, em pesquisas informai por redes sociais parte da população da região mostra-se favorável à tal medida. 

Somos, pois, chamados a estar atentos à ingerência de alguns governantes e saber que devemos denunciar quando se age sem a lei e de forma contrária à ordem estabelecida (cf. Ditadura por decretos ameaça a população de bem, publicado no site Aleteia). Deste modo, estamos dando nosso “não” à importação adicional do erro ditatorial comunista chinês.

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