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Não é de hoje que a Igreja apoia campanhas de vacinação

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Viacheslav Lopatin - Shutterstock

Reportagem local - publicado em 10/05/21

Um olhar para a história da Igreja ajuda a entender o posicionamento do Papa Francisco em relação à vacina contra a Covid-19

O site oficial do Vaticano publicou um esclarecedor artigo para mostrar que a preocupação da Igreja Católica em adotar cuidados para evitar epidemias e pandemias, como as campanhas de vacinação, é antiga.

O texto tem o claro objetivo de apresentar um olhar sobre a história, a fim de nos permitir entender melhor o posicionamento do Papa Francisco a favor das vacinas contra a Covid-19.

Campanha de vacinação contra a varíola

No artigo, Andrea Tonielli esclarece que já em 1822 o Estado Pontifício, governado por Pio VII, promoveu uma campanha maciça de vacinação compulsória contra a varíola:

“Entre o final do século XVIII e o início do século XIX, o crescimento da epidemia de varíola na Europa foi alarmante. Na Itália central houve um pico em 1820. O pontífice não ficou parado olhando. O cardeal secretário de Estado de Pio VII, na medida legislativa de 20 de junho de 1822, recentemente comentada por Marco Rapetti Arrigoni no breviarium.eu, preparou a campanha de vacinação tendo o Papa “ordenado a inoculação da vacina contra a varíola em seus Estados”.

De acordo com artigo, o “texto vacinal único” do Estado Pontifício definia a vacina como uma dádiva de Deus:

“Um meio enérgico dado pela Providência Divina como disposição ao Amor Paterno para salvar a prole no alvorecer da vida e na certeza das esperanças da família e da pátria, e era de se esperar que, uma vez superados os obstáculos, se espalhasse por toda a parte com maior rapidez”.

Entretanto, a campanha de vacinação não teve tanto sucesso. Isso ocorreu devido aos preconceitos e à falta de informação correta por parte da população.

A vacinação deixa de ser obrigatória

Em 1824, o sucessor de Pio VII, Leão XII, aboliu a obrigatoriedade da vacinação. A medida foi tomada no momento em que muitos diziam que os maçons queriam inocular o vírus da varíola através da vacina. Além disso, muita gente acreditava que a imunização tirava espaço do papel confiado por Deus à Mãe Natureza.

Entretanto, o sucessor de Leão XII, voltou a defender as campanhas de vacinação e instituiu a Congregação Especial da Saúde em 1834. Gregório XV ordenou a vacinação obrigatória para os detentos nas prisões do Estado Pontifício.

Vacinação e incentivos

No papado de Giovanni Maria Mastai Ferretti, o esforço de vacinação continuou.

Em 1848, Pio IX organizou uma campanha de vacinação com especial atenção aos pobres. O Papa Mastai também ofereceu um pequeno prêmio em dinheiro para quem, após ter sido vacinado gratuitamente, voltasse depois para que os médicos verificassem o sucesso da vacinação.

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