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Histórias Inspiradoras
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As 3 resoluções de Santa Teresinha na véspera da primeira comunhão

sainte thérèse de lisieux le jour de sa première communion

©Archives du Carmel de Lisieux, http://www.archives-carmel-lisieux.fr/

Mathilde de Robien - publicado em 11/05/21

Aos 11 anos, durante o retiro que precedeu sua primeira comunhão, a pequena Teresa fez três belas resoluções que já denotavam sua confiança e seu imenso amor por Jesus

Santa Teresinha do Menino Jesus fez a primeira comunhão aos 11 anos, no dia 8 de maio de 1884.

“Ah, quão doce foi o primeiro beijo de Jesus em minha alma!”, lembrou ela 11 anos depois, enquanto escrevia suas memórias. “Foi um beijo de amor, me senti amada e também disse: ‘Amo-vos e dou-me a vós para sempre”.

Um ano depois de sua primeira comunhão, ela fez o que se chamava na época de “segunda comunhão” (o que, entretanto, não excluía as comunhões neste meio-tempo). Durante os dois retiros que antecederam a primeira e a segunda comunhão, Santa Teresinha fez anotações em um pequeno caderno de capa azul com relevo floral. Oito páginas e meia escritas a lápis. Entre as notas do segundo retiro, realizado de 17 a 21 de maio de 1885 na Abadia Beneditina, liderado pelo Padre Domin, Teresinha escreveu:

“Quarta-feira de manhã
2ª instrução
Monsieur l’Abbé nos fez tomar decisões. Eu mantive aquelas da minha Primeira Comunhão, que são:

1 * Não vou desanimar;

2 * Todos os dias direi uma “recordação” à Santíssima Virgem;

3 * Tentarei humilhar meu orgulho.”

Santa Teresinha desejava receber a Eucaristia

Depois de sua primeira comunhão, Santa Teresinha ficou ansiosa para poder receber a Eucaristia novamente. Mas a comunhão estava sujeita à permissão do confessor. Para sua grande alegria, o padre Domin permitiu que ela o fizesse duas semanas depois, em 22 de maio de 1884, dia da Ascensão. Ela testemunha assim em sua autobiografia:

“O dia que se seguiu à minha primeira Comunhão foi ainda um dia
bonito, mas repassado de melancolia. A roupa linda que Maria comprara
para mim, todos os presentes recebidos, não me enchiam o coração.
Não havia senão Jesus que pudesse contentar-me. Anelava pelo
momento em que me fosse dado recebê-lo pela segunda vez. Cerca de
um mês após minha primeira comunhão fui confessar-me para a festa
da Ascensão, e animei-me a pedir licença de fazer a Santa Comunhão.
Contra toda a expectativa, o senhor sacerdote mo permitiu, e coube-me
a felicidade de ajoelhar à Sagrada Mesa entre Papai e a Maria. Que doce
recordação não guardei da segunda visita de Jesus! Desta vez ainda,
corriam minhas lágrimas com inefável doçura.”

Tags:
ComunhãoSacramentosSantos
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