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Ministério de Catequista: uma “autêntica vocação laical”

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© Marko Vombergar - ALETEIA

I. Media - publicado em 11/05/21

O novo ministério é um convite dirigido às Igrejas locais para que valorizem a contribuição de homens e mulheres que pretendem consagrar a vida à catequese como forma privilegiada de evangelização

A criação do novo Ministério de Catequista pelo Papa Francisco visa apoiar os leigos que “pretendem dedicar a vida à catequese como forma privilegiada de evangelização”. Foi o que explicou Dom Rino Fisichella, presidente do Conselho para a Nova Evangelização. O bispo Franz-Peter Tebartz-van Elst, ex-bispo de Limburgo, por sua vez, alertou contra a armadilha de qualquer forma de clericalização dos leigos.

É pela “Igreja do terceiro milênio” que o Papa Francisco está instituindo o novo Ministério de Catequista, explicou Dom Fisichella. Este ministério sempre acompanhou o caminho de evangelização da Igreja em todos os tempos e em todas as longitudes. Com a instituição deste ministério, insistiu o prelado, o Papa Francisco promove a formação e o empenho dos leigos na missão.

Ministério de Catequista: “autêntica vocação laical”

Este novo ministério é um “convite” dirigido às Igrejas locais para que valorizem a contribuição de homens e mulheres que “pretendem consagrar a vida à catequese como forma privilegiada de evangelização”. “Receber um ministério leigo como o de um catequista enfatiza ainda mais o compromisso missionário típico de cada batizado, que deve ser realizado de forma plenamente secular”, disse o arcebispo italiano.

Este ministério está reservado às pessoas que reúnam certas condições enumeradas no motu proprio, como a de “servir a Igreja onde o bispo a considere mais qualificada”. O ministério não é dado por uma “gratificação pessoal”, advertiu o presidente do Conselho para a nova evangelização, “mas pelo serviço que se pretende prestar à Igreja local e ao serviço onde o bispo considera necessária a presença do catequista ”.

Nem clericalização dos leigos, nem secularização do clero

“Autêntica vocação laical”, o Ministério de Catequista não deve levar a crer na “clericalização dos leigos”, segundo os dois prelados. Os fiéis são, de fato, chamados a exprimir a sua vocação baptismal «com toda a sua capacidade», «não como substitutos de sacerdotes ou consagrados, mas como autênticos leigos», insiste Dom Fisichella. Para eles, trata-se de experimentar “plenamente” o chamado batismal a testemunhar um serviço eficaz na comunidade e no mundo.

Por sua vez, Dom Franz-Peter Tebartz-van Elst saudou o fato de que o motu proprio, ao fortalecer a função do catequista na Igreja, não o fez “derivar do ministério da hierarquia”, mas o orientou para ele. Com efeito, o Papa Francisco sublinha o risco de que “a definição do perfil do Ministério de Catequista conduza a uma nova forma de clericalização”.

Nesse sentido, o ex-bispo de Limburgo recordou que o Papa Francisco, apoiando-se na noção de “espiritualidade de comunhão” formulada por João Paulo II, nos convida sempre a discernir a especificidade de cada batizado, “na aceitação como enriquecimento para serviço próprio ”.

O prelado alemão insistiu também no fato de que toda “catequese autêntica” “faz parte da comunhão da Igreja e requer uma comunicação constante com Deus e com os fiéis”. Além da importância dada à “formação específica e sólida” do catequista, o motu proprio especifica claramente, segundo Dom Franz-Peter Tebartz-van Elst, que o catequista “não deve assumir tarefas ou responsabilidades principalmente litúrgicas ou pastorais de ‘outros ministérios’, mas que ele mesmo é em seu testemunho “mestre e mistagogo, acompanhante e pedagogo da própria vocação e talento, entendido de maneira evangélica”.

Agência I. Media

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