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Menino de 1 ano perdido em milharal durante 15 horas: 4 lições de um susto

Menino de 1 ano perdido em milharal

Bombeiros Paraná - Francisco Beltrão | Facebook

Francisco Vêneto - publicado em 20/05/21

A cooperação e solidariedade de muitas pessoas foi fundamental na busca de Pedrinho no interior do Paraná

Menino de 1 ano perdido em milharal durante 15 horas: este susto imenso aconteceu na área rural do município de Francisco Beltrão, PR, e, graças a Deus e aos esforços de muitas pessoas solidárias, terminou com final feliz na manhã desta segunda-feira, 17 de maio.

Ivan Taborda, o pai do pequeno Ivan Pedro, informou aos bombeiros que o filho tinha desaparecido enquanto ele e a esposa lavavam o carro. Ivan acrescentou que Pedrinho sempre foi “agitado”, mas nunca tinha se afastado da casa onde a família vive e trabalha:

“Estava lavando o carro com a minha esposa, enquanto meu filho brincava com os cachorros. De repente, os cachorros ficaram quietos e me dei conta de que ele tinha saído por uma tela que cerca a minha casa”.

Ivan afirma que solidariedade dos vizinhos foi fundamental na busca de Pedrinho. De fato, além do pai e da mãe, a tensa tarefa contou com a ajuda de cerca de 50 pessoas que se mobilizaram para procurar o menino durante a madrugada – até o prefeito da cidade, Cleber Fontana, participou da força-tarefa. Bombeiros e policiais também atuaram imediatamente.

A família começou a busca junto às rodovias próximas. No entanto, o menino tinha se perdido numa plantação de milho.

Menino de 1 ano perdido em milharal durante 15 horas

O drama se prolongou durante a interminável madrugada e o começo da manhã, até que um dos vizinhos achou uma pista do pequeno. Ivan relata:

“Foi um vizinho nosso que encontrou o Pedrinho. Ele disse que meu filho estava no milharal sentado, quieto e com o rosto sujo. Quando vi meu filho vindo em minha direção, nos braços da mãe, senti uma coisa muito boa. Uma alegria que não tem como descrever”.

O vizinho havia encontrado um calçado perto da lavoura de milho e informou aos bombeiros. Logo em seguida, a equipe do canil do 4º Grupamento de Bombeiros de Cascavel, PR, localizou Pedrinho a cerca de um quilômetro da residência da família.

Pedrinho foi encaminhado a um centro de saúde. Felizmente, ele não apresentava ferimentos, mas, segundo um enfermeiro, estava “sujo, assustado, com fome e um pouco desidratado”. Após exames e um período de 5 horas em observação, foi liberado para retornar a casa.

Via rede social, o Corpo de Bombeiros de Francisco Beltrão compartilhou esta mensagem do tenente-coronel Altemistoncley Diogo Rodrigues:

“Nós escolhemos essa profissão, um verdadeiro sacerdócio! Nossa missão lida com momentos mais sensíveis das pessoas! Estamos sim expostos às intempéries e sem horários definidos para nos alimentar ou dormir! Mas essa é a nossa missão! E trabalhamos em conjunto, para melhor atendermos a nossa população! Aceitamos e agradecemos todo o apoio recebido, pois o que importa é o sucesso da missão, da vida salva!!!

Parabéns a todos os envolvidos nessa ocorrência, bombeiros militares, policiais militares, voluntários. Transmitam os meu parabéns a todos os valorosos envolvidos nessa busca. Façam chegar essa mensagem a eles!

A satisfação de ver a criança recuperada, entregue aos pais, é indescritível!”

4 lições de um susto

Várias lições importantes se destacam neste episódio do menino de 1 ano perdido em um milharal durante 15 horas. Mencionaremos quatro:

1 | Uma das principais é que é extremamente rápido para que uma criança pequena “desapareça”, por mais que os pais estejam próximos e atentos. Bastam poucos segundos de distração com alguma outra tarefa. Nunca é demais, portanto, reforçar a importância de tomar cuidados adicionais quando é preciso dividir as atenções entre cuidar de um filho pequeno e realizar algum trabalho simultaneamente.

2 | Igualmente relevante é agir o mais rápido possível quando se nota que uma criança desapareceu. Se após uma primeira checagem nos arredores de casa ela não tiver sido localizada, é urgente avisar de imediato à polícia. Enquanto isso, nunca é demais chamar os vizinhos em socorro para ajudarem a procurá-la. Mais vale fazer as pessoas “perderem um pouco de tempo” e descobrirem que a criança estava segura ali por perto do que correr o risco de não agir a tempo de evitar algum acidente.

3 | Outra lição que não custa recordar: existe uma diferença crucial entre julgar pessoas e julgar fatos. Para alguns, é muito fácil apressar-se a criticar os pais, mesmo sem se conhecerem as circunstâncias de um episódio como este. Nem sempre se trata de omissão culpável e, além disso, não é incomum que ocorram incidentes mesmo quando são tomadas as precauções normais do dia-a-dia. Por outro lado, é certamente necessário julgar o fato: analisar objetivamente o que aconteceu e identificar as medidas que podem ou devem ser tomadas para aprimorar sempre mais a segurança de todos.

4 | Por fim, uma lição de gratidão: é sempre bem-vindo um agradecimento aos bombeiros, policiais e cidadãos disponíveis para ajudar o próximo. A sua ação faz toda a diferença numa enorme quantidade de incidentes cotidianos que, graças a eles, não se transformam em tragédias.

Outros episódios de crianças perdidas

Importantes lições também podem ser aprendidas de outros casos afins. Alguns deles:

Tags:
CriançasFamíliasolidariedade
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