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Papa beija marca no braço de sobrevivente de Auschwitz

LIDIA MAKSYMOWICZ

EIDON/REPORTER

I. Media - publicado em 31/05/21

As imagens são comoventes

O Papa Francisco beijou a marca no braço de uma ex-prisioneira de Auschwitz-Birkenau no início do seu encontro semanal com os peregrinos no dia 26 de maio de 2021.

As imagens são comoventes. E aconteceram no pátio de São Dâmaso, no Vaticano. Ao saudar os numerosos fiéis que vieram ouvi-lo, o Papa Francisco se aproximou de uma senhora idosa. Primeiro trocam algumas palavras quando, rapidamente, a senhora enrola a manga da blusa. O Papa então se reclina para beijar o antebraço da mulher.

LIDIA MAKSYMOWICZ

Esta senhora, agora com mais de 80 anos, é Lidia Maksymowicz, deportada para Auschwitz-Birkenau quando ainda não tinha três anos. Em seu braço: o número ainda visível que os nazistas imprimiram nele, como se faz com gado.

Lidia Maksymowicz passou três anos de sua vida no “bloco infantil” deste campo onde mais de um milhão de pessoas morreram. Durante esses anos de horror, ela serviu como cobaia e passou por vários experimentos médicos.

“De sua prisão, ela se lembra da fome, dos piolhos, do terror das crianças quando os médicos chegavam”, resume um artigo de Sant’Egidio.

Em outro testemunho , ela conta como sua mãe, então com 22 anos, esforçou-se para trazer para ela um pedaço de cebola e pão. “Eu sou uma das poucas sobreviventes. Mais de 200.000 crianças morreram lá ”, disse. Anos depois, ela encontraria sua mãe, que ela pensava estar morta.

A sobrevivente, que vive em Cracóvia, estava na Itália para a apresentação do documentário que conta a sua vida e leva o título do número tatuado em sua pele: “70072, a menina que não sabia odiar”.

LIDIA MAKSYMOWICZ

Uma visita recente do Papa a um sobrevivente do Holocausto

Em fevereiro passado, o Papa Francisco fez uma visita de improviso a Edith Bruck, uma sobrevivente do Holocausto, em sua casa em Roma. A conversa com a escritora judia de origem húngara foi a ocasião para ela testemunhar a experiência do inferno dos campos de concentração. Em seguida, ela discutiu com o Papa Francisco “os temores e as esperanças do tempo presente” e o papel da memória.

Em julho de 2016, por ocasião da JMJ organizada na Polônia, o Papa Francisco passou muito tempo no campo de Auschwitz, sem fazer um discurso. À noite, ele se questionou diante dos jovens: “Quanta crueldade! Como será possível que nós, seres humanos, criados à semelhança de Deus, sejamos capazes de fazer essas coisas?” E depois afirmou: “A crueldade não acabou em Auschwitz”.

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MortePerseguiçãoViolência
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