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Militantes anticatólicos atacam fiéis durante procissão em Paris

Militantes agridem fiéis durante procissão em Paris

Malek Belmouloud

Francisco Vêneto - publicado em 01/06/21

Covardes encapuzados jogaram garrafas e agrediram o cortejo com socos e pontapés

Militantes anticatólicos atacaram fiéis durante uma procissão na capital da França neste último sábado, quando cinco paróquias da arquidiocese parisiense homenageavam a memória dos numerosos católicos que foram martirizados durante a assim chamada Comuna de Paris, em maio de 1871.

Entre os mártires da ideologia materialista e anticristã esteve o próprio arcebispo de Paris, dom Georges Darboy, assassinado em 24 de maio daquele ano sangrento.

Georges Darboy
Execução do arcebispo de Paris dom Georges Darboy em 24 de maio de 1871

Completam-se em 2021 os 150 anos daquele episódio histórico trágico. Para recordar as vítimas do massacre perpetrado na Rua Haxo, um grupo de católicos se dirigiu à procissão que estava planejada para começar na Place de la Roquette, local do martírio de dom Georges Darboy. De lá, o cortejo prosseguiria até a igreja de Notre-Dame-des-Otages, onde, há 150 anos, os federados da Comuna fuzilaram 49 católicos, entre os quais havia dez religiosos.

No entanto, já desde a partida, a procissão sofreu os covardes ataques de militantes anticatólicos que xingaram, ameaçaram e chegaram a agredir fisicamente os fiéis.

Militantes anticatólicos atacam fiéis

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Os manifestantes hostis, que se apresentavam como ativistas de extrema esquerda, portavam bandeiras vermelhas e gritavam palavras de ordem carregadas de ódio, mas a procissão continuou apesar das provocações e ameaças. A tensão aumentou muito, porém, quando os fiéis chegaram ao Cemitério Père Lachaise.

Pouco adiante, a procissão foi atacada por um grupo de encapuzados autodeclarados “antifas”: eles arrancaram bandeiras das mãos dos fiéis e atacaram alguns deles com socos e pontapés, além de lançarem contra eles garrafas e pedaços de arame farpado.

Um dos católicos que participavam do cortejo sofreu graves ferimentos na cabeça e, segundo a imprensa francesa, precisou ser hospitalizado.

Omissão das autoridades

A prefeitura de Paris, sob a administração da socialista Anne Hidalgo, havia disponibilizado o extraordinário número de um policial para acompanhar a procissão, embora a cidade esteja sendo palco frequente de ataques ideológicos fanáticos. A França como um todo, aliás, registra a preocupante média de 3 ataques anticristãos por dia (a este respeito, confira o artigo recomendado ao final desta matéria).

O solitário policial fornecido pela prefeitura pediu reforços, mas a violência do ataque contra os católicos obrigou a procissão a ser encerrada. Os fiéis tiveram de se refugiar na Igreja de Nossa Senhora da Cruz e aguardar a chegada dos reforços policiais para tentar voltar para casa com o mínimo de segurança.

O motivo do ódio

Dom Denis Jachiet, bispo auxiliar de Paris, declarou sobre o vergonhoso episódio de cristofobia e violência ideológica anticristã:

“O objetivo da procissão era puramente religioso. Não havia nada de político em nossa iniciativa. Famílias, idosos, jovens escoteiros… Uma procissão simples e familiar”.

Talvez seja exatamente isso o que desperta tanta fúria nos militantes anticatólicos.

Tags:
IdeologiaPerseguiçãoViolência
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