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Cidades com vacinação em massa quase zeram mortes por covid

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Pascal Deloche | Godong

Octavio Messias - publicado em 09/06/21

Cerca de 150 milhões de doses aguardam os brasileiros para o reforço

Atualmente, no Brasil, cerca de 1,5 milhão de doses de vacina estão à disposição para pessoas que já receberam a primeira. O que significa 1,5 milhão de vidas que podem ser poupadas, sem contar o efeito cascata, uma vez que vacinadas essas pessoas têm menos da metade de probabilidade de transmitir o vírus. Segundo especialistas, os motivos que levam cidadãos a evitarem a segunda dose varia entre confusão com as datas na carteirinha de vacinação, fake news e medo de reações adversas.

Eu mesmo tomei a minha primeira dose há três semanas e passei o dia seguinte inteiro na cama, com 38 de febre, suando frio, como se tivesse contraído o próprio vírus. Mas além de não ter contaminado ninguém, o meu sofrimento durou apenas 24 horas. O que não é nada se comparado aos casos mais graves de infecção, como o do ator Paulo Gustavo, que passou 50 dias internado, entubado, respirando por cilindros de oxigênio, e veio a falecer. Em cerca de seis meses de vacinação no mundo e cinco no Brasil, não houve absolutamente nenhuma morte comprovadamente causada pela vacina. Já pelo vírus, foram registradas até o momento 3,74 milhões de óbitos no mundo e 474 mil só no Brasil. Ou seja, é preciso usar a cabeça.

Laboratório urbano

Pegue Nova York, por exemplo, que durante a maior parte da pandemia no ano passado foi o epicentro do coronavírus no mundo, batendo recordes diários de mortes. Desde janeiro, quando os Estados Unidos começaram uma massiva campanha de vacinação em massa, os índices de contágio e de óbitos vêm despencando no país. Nesta segunda, Nova York comemorou seu primeiro dia sem mortes de Covid-19 em um ano e três meses. Com taxas de óbitos reduzidas a 95%, a cidade vai aos poucos retomando sua efervescência natural. Mas não precisamos sair do país por mais exemplo da eficácia da vacinação em massa. 

A 80 km de Franca e na Região Metropolitana de Ribeirão Preto, cidades no interior paulista com a UTIs há meses beirando o colapso, em constante ameaça de um segundo lockdown, está o município de Serrana, que se tornou um oásis em meio à castigada região, com flexibilizações constantes e clima de otimismo no ar. Com 45 mil habitantes, a pequena cidade seguia no mesmo ritmo das vizinhas maiores, quando foi eleita para servir de “cobaia” para um estudo do Instituto Butantã que visava avaliar a eficácia da Coronavac quando aplicada em massa. 

Vitória

Em um mês o número de mortes em Serrana caiu também 95%. E isso é o que mais importa. Embora seja possível sofrer os sintomas da infecção mesmo após depois de vacinado, o imunizante elimina as chances de sintomas graves, o que pode levar à intubação, e de morte. Com a população vacinada, o vírus aos poucos vai deixando de circular e assim podemos encontrar uma saída da pandemia. O projeto-piloto foi tão bem-sucedido que a partir do próximo dia 20 será aplicado na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, com 4.180 moradores. 

Vale sempre lembrar que o Brasil está na iminência de uma terceira onda e não podemos nos dar ao luxo de esperar que vacina tomar. Enquanto alguns ainda não podem se vacinar, todos precisam continuar adotando medidas preventivas como distanciamento social, uso de máscara e álcool gel. Essa batalha é coletiva e só será vencida se todos colaborarem. 

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