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Não podemos nos dar ao luxo de escolher que vacina tomar

VACCIN COVID

DANIEL KARMANN / DPA / dpa Picture-Alliance via AFP

Octavio Messias - publicado em 21/06/21 - atualizado em 21/06/21

Necessidade de urgência na imunização pede que pensemos no coletivo

Neste fim de semana o Brasil ultrapassou o número de 500 mil mortos por Covid-19, o que nos coloca como um dos únicos dois países do mundo a baterem tamanha marca (os Estados Unidos têm 601 mil mortos até o momento). A diferença é que o país norte-americano atingiu o número de 500 mil em fevereiro, quando a forte campanha de imunização por lá tinha apenas um mês. Desde janeiro, 73,% de sua população recebeu a primeira dose e 44,1% já está totalmente imunizada. Enquanto no Brasil ainda estamos com um percentual de 29,84% da primeira dose e de 11,47% de imunização completa. Ou seja, ainda estamos muito atrás na vacinação e, com os números de contaminação e de internação se mantendo constantes por aqui, é questão de tempo até ultrapassarmos a marca de 601 mil dos EUA. Vale lembrar que os EUA têm cerca de 100 milhões de pessoas a mais que o Brasil e que a meta de vacinação recomendada pelas autoridades de saúde é de 70% da população totalmente imunizada.

Corrida contra o tempo

Como o segundo país do mundo com mais mortes por Covid-19 em números absolutos e o sétimo em números proporcionais, estamos correndo contra o tempo. Quanto mais conseguirmos acelerar a imunização de 70% da nossa população, menos pessoas irão morrer. Pois a vacina não só protege de casos graves, internações e contra a morte, como contém a disseminação do vírus, uma vez que o organismo aprende a combatê-lo, diminuindo o período em que o infectado contamina outras pessoas. A vacina deve ser tomada não só para a nossa proteção, como para evitar que o vírus continue circulando por período indeterminado.  

Não dá para escolher

São cada vez mais comuns casos de pessoas já aptas a se imunizarem que aparecem no posto de saúde e dão meia-volta quando descobrem, por exemplo, que a vacina da Pfizer não está disponível. Enquanto isso, existem centenas de milhares de doses de AstraZeneca esperando à disposição enquanto o tempo urge. Este é um exemplo de vacina que tem sido repelida pela população em decorrência das reações adversas que provoca, como febre, cansaço, náusea e dor de cabeça. No entanto, a vacina passou pelas três fases de testes necessárias para aprovação pelos órgãos competentes e é tão segura quanto as demais disponíveis no Brasil. A diferença está no modo como ela age no organismo.

Como a imunização ocorre

Cada vacina tem suas particularidades. A AstraZeneca, por exemplo, possui adenovírus que coloca nas nossas células um pedacinho do coronavírus em quantidade insuficiente para causar doença ou contaminação, por isso tantas reações são comuns aos sintomas da Covid-19. Mas o organismo, sem saber que o vírus presente não apresenta nenhum risco, entra em modo de combate contra o “invasor”. Assim o corpo desenvolve uma resposta imune e aprende como se proteger do coronavírus. As reações adversas são muito mais efeito do nosso organismo se protegendo do que do vírus em si. Ainda se fala, por exemplo, no risco de trombose para quem toma a AstraZeneca, que é de apenas 0,0004%, 41 mil vezes menor do que para quem desenvolve a doença, que é de 16,5%. Ou seja, as reações à vacina podem não ser agradáveis, mas ainda é muito melhor do que pegar o coronavírus, tanto para nossa saúde e segurança quanto para o bem estar coletivo. A vacina AstraZeneca diminui em 81% as chances de você desenvolver a doença de forma leve ou moderada e tem 100% de eficácia contra formas graves da doença, mortes e internações. Tendo a chance de se vacinar, não perca tempo. 

Tags:
Consórcio Católico sobre VacinasPandemia
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