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4 lições sobre paternidade que eu aprendi da maneira mais difícil

FATHER

Olena Yakobchuk | Shutterstock

Tom Hoopes - publicado em 23/06/21

Uma das grandes lições da paternidade: aprender a perdoar nossos pais - e a nós mesmos - e ajudar nossos filhos a fazer o mesmo

Tenho nove filhos com idades entre oito e 28 anos. Portanto, estou em uma posição única para aprender com os erros que cometi com crianças mais velhas e tentar corrigi-los com crianças mais novas. E tenho algumas lições sobre paternidade a compatilhar.

Minha esposa e eu fizemos muitas coisas certas – especialmente a genialidade de minha esposa voltada ao desenvolvimento e formação de caráter. Mas nós também fizemos um monte de coisas erradas – estamos aprendendo sobre isso à medida que as crianças crescem e falam mais abertamente sobre o passado. Aqui estão algumas coisas que aprendi sobre paternidade e decidi fazer melhor.

1 – Aprendi que meus filhos não são meus

Eles pertencem a Deus e a si mesmos. Eu sabia disso intelectualmente antes, é claro. Mas quando foi hora de meus filhos se tornarem adultos autônomos que agem de acordo com suas melhores luzes, não as suas, eu achei a transição do relacionamento pai-filho para o relacionamento pai-adulto muito mais difícil do que eu esperado.

Eu culpo uma foto na parede do meu quarto. É a minha versão jovem conduzindo a versão infantil da minha filha mais velha pela mão na frente de um oceano cintilante. Uma placa na moldura cita o Livro de Jeremias: “Pois eu sei os planos que tenho para vocês, de dar-lhes um futuro e uma esperança”.

Esse quadro me enganou. Comecei a associar fortemente as palavras na parte inferior com a imagem minha, guiando minha filha – e me permiti esquecer que as palavras se referem aos planos de Deus, não aos meus.

Tive que aprender da maneira mais difícil que o plano de Tom Hoopes para seus filhos é irrelevante. Deus tem seus planos muito melhores do que os meus. Agora, estou orando para que meus filhos encontrem o plano de Deus, e não sejam impedidos pelo meu.

2 – Aprendi a nomear e valorizar os talentos dos meus filhos

Para minha vergonha, não sou um elogio natural. Eu aprecio muito o talento das pessoas, mas de alguma forma nunca consigo dizer a elas. Isso me trouxe problemas no trabalho e em casa.

Portanto, minha esposa e eu tentamos nomear e valorizar os talentos que vemos em cada um de nossos filhos – e defini-los por seus pontos fortes em vez de seus defeitos. Isso significa ver que uma filha quieta é uma rocha de calma, não “indiferente”; um filho que agrada às pessoas é um centro de energia positiva, não “superficial”; e um sonhador é atencioso, não descuidado.

Elogie-os de acordo com sua identidade mais profunda e isso os ajudará a possui-la. E faça muito isso.

3 – Aprendi a passar um tempo com cada filho individualmente

Isso é muito importante, e é especialmente difícil com agendas lotadas (ainda mais com vários filhos).

Sempre tentávamos fazer isso – e levávamos as crianças para brincar ou promovíamos encontros para tomar café da manhã. Mas um amigo compartilhou conosco o hábito de ter uma conversa intencional de 10 minutos por semana com cada filho.

Eles dizem: “Só checando … como você está? O que o acontecimento X da semana passada representou para você? O que deixa você mais ansioso para a próxima semana? Como está indo com seus irmãos e irmãs? Escola? Amigos? Deus?”

Isso traz à tona questões que os pais podem eliminar pela raiz, dá aos filhos a oportunidade para dizer coisas que eles querem, mas não conseguem encontrar uma “inspiração” para dizer, e estabelece um hábito que será muito importante quando forem adolescentes.

A maneira como estamos tentando fazer isso funcionar é conversando com um enquanto fazemos o café da manhã de domingo, conversando com outro enquanto levamos o cachorro para passear e falando com outro a caminho do trabalho.

4 -Acima de tudo, aprendi a perdoar

Um padre apontou que muitos padrões negativos na vida têm suas raízes na falta de perdão e me apontou sugeriu algumas orações pedindo a graça de aprender a perdoar.

Passei um mês fazendo o exercício de buscar diariamente a falta de perdão em minha vida e substituí-la por misericórdia. Descobri que pais e filhos são centros de profunda falta de perdão. Se você pensar a respeito, os pais fazem mais bem pelos filhos do que qualquer outra pessoa, muitas vezes inconscientemente – e também fazem mais mal aos filhos, inconscientemente.

A mesma dinâmica está acontecendo na vida de nossos filhos. Nós nos lembramos de todas as vezes em que tentamos ser bons pais, mas esquecemos todas as vezes em que não o fizemos. Precisamos aprender a perdoar nossos pais – e a nós mesmos – e ajudar nossos filhos a fazer o mesmo. Eis uma das grandes lições de paternidade!

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