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Por que este é um grande momento para se estar vivo

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Octavio Messias - publicado em 29/06/21

Estamos vendo a história acontecer diante de nossos olhos todos os dias e devemos sair desta fase melhores do que começamos

Aqueles de nós que tiveram o privilégio de ter acesso à escola estudamos a Peste Negra na Alta Idade Média, a Revolução Francesa, a Segunda Guerra Mundial etc., com tendência a acreditar que o pior já tinha ficado para trás, que a humanidade de alguma forma já tinha evoluído para além disso e que seguíamos em direção a um futuro promissor. 

Até que, como tem acontecido em tantas partes do mundo, na última década o Brasil embarcou em uma onda de ódio, culminando na crise política e de identidade que testemunhamos hoje. Para piorar, desde o ano passado atravessamos a maior crise sanitária da história do país, o que intensificou não apenas a polarização como todas as outras crises que já vínhamos atravessando, como a econômica e o desemprego.   

Panorama maior

Desde o começo de 2020 muitos de nós temos nos sentido como que vivendo em um filme de ficção científica ou em um grande momento histórico, como os citados acima, no sentido de ruptura com o modo como vínhamos vivendo. E provavelmente é isso que vai acontecer, como cantava Milton Nascimento com o seu Clube da Esquina, “nada será como antes”. O que não é necessariamente ruim se você atentar para o panorama maior. 

Se observarmos a história percebemos que cada momento em uma sociedade pareceu que entraria em colapso foi sucedido por uma mudança, muitas vezes para melhor, na maneira como ela se organizava. Sempre encontramos ao menos uma tentativa de solução, mesmo que temporária. 

Momento sem precedentes 

Vivemos um momento sem precedentes em que os oprimidos têm voz, seu sofrimento ganha repercussão, o que se oferece como uma oportunidade para aprendermos a nos colocar no lugar do outro, para praticarmos a empatia que Jesus Cristo nos ensinou. Pense na repercussão global que o movimento Black Lives Matter teve no ano passado e como desde então pautas sobre desigualdade ou casos de racismo e violência física contra negros ganham cada vez mais visibilidade.  

Não é exagero pensar que não sairemos desta da mesma maneira. Embora o politicamente correto ainda seja visto com maus olhos por algumas pessoas, ele é a prova clara de que estamos revendo a maneira como tratamos um ao outro, como lidamos com a diferença. O que é um processo civilizatório importante para nos tornarmos uma sociedade mais justa e mais inclusiva. Portanto, possíveis mudanças que venhamos a testemunhar nesse sentido devem surgir como uma guinada para melhor, logo não devemos temê-la, apenas ter paciência e calma para atravessar o choque de opiniões e de narrativas que testemunhamos dia após dia. Pois, como já cantava Belchior: “É você que ama o passado e que não vê / Que o novo, o novo sempre vem”.

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