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Essa é a hora de demonstrarmos compaixão e solidariedade

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Freddie Collins | Unsplash

Octavio Messias - publicado em 03/07/21

Momento pede que levemos auxílio àqueles que mais precisam 

Em meio à pandemia do novo coronavírus, a recomendação é que todo mundo fique em casa. Mas nem todos têm condições de permanecer sem trabalhar. E, enquanto o governo não libera recursos aos menos favorecidos, o que, mesmo nos países de primeiro mundo, não tem sido suficiente para atender às demandas de todas as camadas da população, iniciativas voluntárias fazem uma grande diferença.

Podemos começar ajudando aqueles que trabalham conosco, como pagando a diarista para ficar em casa, mas diversas ações que têm sido feitas podem ir muito além disso. Em Nápoles, de modo a não saírem às ruas correndo o risco de se contaminar, os italianos têm pendurado cestas das varandas de seus apartamentos com os dizeres: “Chi puó metta, chi non puó prenda”, o que significa “Se puderes coloque algo, se não puderes pegue”. Chamada de cesta de apoio, trata-se de uma tradição ancestral da cidade. A ideia é que os mais favorecidos depositem suprimentos para que os mais pobres possam retirar. 


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No Brasil já existem diversas iniciativas civis que visam levar comida e produtos de higiene a comunidades carentes. A Rede Gerando Falcões (gerandofalcoes.com/coronanoparedao), em São Paulo, lançou um sistema de doação virtual de cestas básicas para as favelas. A entidade criou um fundo, com o qual qualquer um pode contribuir, que destina cestas básicas, cada uma no valor de R$ 50, a cidadãos em condições precárias. Cada família recebe um cartão habilitado para comprar apenas artigos de higiene e alimentação. A intenção é distribuir até seis cestas virtuais para cada família pelos próximos três meses. Já foram doadas mais de 190 mil cestas, número que os realizadores pretendem que chegue a 1 milhão. 

A organização Central Única das Favelas (CUF), que leva cesta básica e produtos de higiene aos morros cariocas, além de aceitar doações diretamente em sua conta corrente, criou um sistema de vaquinha virtual (pela plataforma vakinha.com.br) onde todos podem contribuir on-line. A iniciativa já contou com mais 1.800 doadores e o valor arrecadado ultrapassa R$ 300 mil.

Quantia equivalente ao que já foi levantado pelo projeto Espalhe Cestas (evoe.cc/espalhe-cestas), que está se encarregando de entregar cestas básicas em comunidades vulneráveis na região metropolitana de Belo Horizonte. As doações vão até 10 de abril. 

Não faltam projetos do tipo em todo o Brasil. Independentemente de qual for a sua cidade, fique atento (a) às redes sociais, busque opções confiáveis como estas e contribua. Se não tiver condições de doar dinheiro, ofereça um prato de comida se alguém bater na sua porta, dê produtos de higiene a quem não tem acesso, leve uma manta a um morador de rua, demonstre para um irmão que você se importa.

A situação é urgente e precisamos nos unir. 

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