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Novo homem mais rápido do mundo nunca viu o pai: “Mas a mensagem dele foi fundamental”

Lamont Marcell Jacobs

Giuseppe CACACE / AFP

Francisco Vêneto - publicado em 02/08/21

"Eu comecei a falar com ele há alguns anos. Isto me ajudou a chegar aqui com uma mentalidade boa"

Novo homem mais rápido do mundo, o italiano Lamont Marcell Jacobs Jr. fez história neste domingo, 1º de agosto, ao vencer os 100 metros rasos nas Olimpíadas de Tóquio e garantir a medalha de ouro para o seu país.

Jacobs é filho de mãe italiana e pai norte-americano, de quem herdou não só o sobrenome, mas o nome inteiro: “Eu sou Júnior”, conta ele. No entanto, o atleta nunca viu o pai, já que sua mãe e ele se separaram quando o hoje campeão olímpico tinha apenas 5 meses de idade. Mãe e filho retornaram do Texas, onde Jacobs havia nascido, para a Itália, onde viveu desde então sem ter mantido contato com o pai.

Só recentemente é que os dois começaram a se comunicar. E uma mensagem recebida do pai antes da prova foi fundamental para inspirar e motivar a vitória do filho.

“Eu nasci no Texas e, quando tinha 5 meses, voltei para a Itália com a minha mãe. Ela é italiana e meus pais se separaram quando eu tinha essa idade. Nunca vi meu pai desde então. Não o conheço. Eu comecei a falar com ele faz só alguns anos. Isso me ajudou a chegar aqui com uma mentalidade boa. Eu sou Júnior. E ele me assistiu hoje, sim. Ele me escreveu antes da corrida: ‘Você vai conseguir, nós estamos com você’. Foi incrível!”.

A importância do pai para o novo homem mais rápido do mundo

A conquista da medalha de ouro, segundo o atleta, se deve muito ao fato de sentir que, agora, ele tem um pai:

“Tê-lo presente me ajuda mentalmente, porque nos entendemos. Eu vivi toda a minha vida e me perguntavam ‘quem é o seu pai?’. ‘Eu não sei, eu não sei’. Nós tentamos reiniciar a nossa relação. Para mim, foi muito importante”.

Lamont Marcell Jacobs Jr. surpreendeu o mundo neste primeiro domingo de agosto ao derrotar concorrentes considerados favoritos. Batendo 9s80, ele conquistou o ouro para a Itália numa edição dos Jogos Olímpicos que já é histórica por ser a primeira que teve de ser adiada em decorrência de um quadro mundial de crise sanitária.

O pódio foi completado pelo norte-americano Fred Kerley, com 9s84, e pelo canadense Andre de Grasse, com 9s89. O chinês Bingtian Su havia feito o melhor tempo nas eliminatórias, mas terminou a prova em sexto, com 9s98.

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