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5 destinos para os amantes da literatura

Cordisburgo/Minas Gerais/Brazil: DEZ 15 2018: Partial View from behind of Portal Grande Sertão tribute to Guimarães Rosa

Luis War / Shutterstock.com

Octavio Messias - publicado em 08/08/21

Turismo literário é considerado por acadêmicos um tipo contemporâneo de peregrinação secular

Quem gosta de literatura sabe que uma rua, um restaurante, um parque ou até mesmo uma área em meio à natureza são como personagens vivos dentro do enredo de um livro. Muitos amantes da arte escrita têm por hábito visitar lugares ou que ambientaram cenas de seus contos e romances favoritos ou que marcaram a vida e a trajetória dos autores que mais admiram. O tema é levado tão a sério que muitos acadêmicos consideram o turismo literário uma espécie contemporânea de peregrinação secular. Confira, a seguir, cinco destinos vinculados a importantes autores que a cada ano atraem legiões de leitores.  

Cordisburgo (MG)

A pacata cidade a 120 quilômetros de Belo Horizonte se tornou um polo turístico da região por ser a cidade natal de João Guimarães Rosa e pelo seu entorno ambientar diversas passagens da obra do autor de Grande Sertão: Veredas (1956). Lá ficam o Portão Grande Sertão, com estátuas de personagens do romance como Riobaldo, e o Museu Casa Guimarães Rosa, instalado na casa onde o autor nasceu e repleto de objetos do autor. O Circuito Guimarães Rosa se estende aos municípios mineiros de Araçaí, Buritizeiro, Corinto, Curvelo, Felixlândia, Inimutaba, Morro da Garça, Pirapora e Presidente Juscelino.

Salvador (BA)

Além das ruas retratadas no livro Bahia de Todos-os-Santos (1938), de Jorge Amado, existem dois centros culturais na capital dedicados ao autor baiano. No lardo do Pelourinho fica a Fundação Casa Jorge Amado, que reúne vasta documentação da obra do autor e oferece cursos e palestras. E no bairro do Rio Vermelho, onde há uma estátua em tamanho real do autor com sua companheira Zélia Gattai na Praça de Santana, também fica a Casa do Rio Vermelho, aberta a visitação, onde o casal morou por 40 anos e recebeu visitantes ilustres como Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir. 

Nova York (EUA)

Nova York pode ser considerada a Meca do turismo literário nos Estados Unidos. No bairro Greenwich Village fica o bar White Horse Tavern, frequentado por Jack Kerouac, Paul Auster, Norman Mailer, James Baldwin e o último local onde o poeta Dylan Thomas foi visto com vida. Próximo ao Central Park, o restaurante do hotel Algonquin costumava receber F. Scott Fitzgerald (é citado no livro O Grande Gatsby), Ernest Hemingway e Truman Capote. Já o museu e biblioteca Morgan exibe manuscritos de Henry David Thoreau.  

Madri (Espanha)

Falando em Hemingway, o autor viveu na capital da Espanha nos anos 1930, quando cobriu a Guerra Civil Espanhola, e escreveu o romance Por Quem os Sinos Dobram (1940). Entre os locais que o autor costumava frequentar estão o restaurante Sobrino de Botín, fundado em 1725 (entrou para o Guinness Book como o mais antigo do mundo) e onde costumava saborear o leitão à pururuca, até hoje o prato mais famoso do estabelecimento. Além dos bares Museo Chicote e La Venencia e da praça Las Ventas, que sedia touradas e onde há um museu sobre o tema. 

Paris (França)

A peregrinação na Cidade das Luzes já começa pelos museus literários, como o Maison de Balzac, instalado na casa onde viveu Honoré de Balzac, ou o Musée Carnavalet, onde há uma reconstituição do quarto onde Marcel Proust escreveu Em Busca do Tempo Perdido (1913). Outra instituição parisiense é a livraria Shakespeare & Co., que costumava ser frequentada por autores franceses e expatriados como T.S Eliot, F. Scott Fitzgerald, D.H. Lawrence e – de novo ele – Ernest Hemingway. Outra Meca da capital francesa é o cemitério Père Lachaise, onde foram enterrados Oscar Wilde, Balzac, Proust, Jean de la Fontaine e Gertrude Stein, entre outros. 

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