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Menor bebê do mundo tem alta do hospital e vai para casa

PREMATURE, BABY, GIRL

OndroM | Shutterstock

Annalisa Teggi - publicado em 21/09/21

Após 13 meses de terapia intensiva neonatal, a pequena Kwek Yu Xuan pôde finalmente ir para casa e começar sua vida com sua família

Após 13 meses de terapia intensiva neonatal e entre corredores hospitalares, a pequena Kwek Yu Xuan pode finalmente ir para casa.

Ela ainda é pequena, mas parece gigante em comparação com o momento de seu nascimento, há um ano. No registro oficial dos menores bebês já nascidos, ela é a primeira da lista.

Ela nasceu em Cingapura em junho de 2020. Pesando apenas 212 gramas, entrou em um mundo lutando contra uma pandemia. No entanto, todas as previsões negativas sobre ela provaram estar erradas.

Não havia escolha, mas havia esperança

A pré-eclâmpsia é uma complicação da gravidez que pode ser muito perigosa tanto para a mãe quanto para o bebê. Essa condição é caracterizada por um aumento excessivo da pressão arterial e assim a mãe da menina, Wong Mei Ling, foi diagnosticada em sua 25a semana de gravidez.

Dirigindo-se para o Hospital Universitário Nacional em Cingapura, ela não teve escolha: a única esperança para a bebê e para ela mesma era uma cesariana imediata.

O nascimento da pequena Kwek Yu Xuan foi, portanto, apressado, e as estatísticas não estavam do lado dela. Os médicos prepararam a família para o pior, já que as chances de sobrevivência eram muito pequenas.

O problema mais sério com um parto prematuro (4 meses antes do prazo) é o subdesenvolvimento de seus pulmões. Ainda hoje, um ano depois, a bebê tem e continuará precisando de suporte respiratório.

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Uma vez que o quadro incerto e realmente dramático ficou claro, todos arregaçaram as mangas no hospital. Não havia mais nada para os pais fazerem além de se apegar à força da esperança. A mãe disse ao The Straits Times:

“Eu não esperava dar à luz tão rapidamente, e ficamos muito tristes que Yu Xuan tenha nascido tão pequena. Mas devido à minha condição, não tivemos escolha. Poderíamos apenas esperar que ela continuasse a crescer (e ser saudável).”

Adaptando-se a uma paciente especial

O hospital não estava equipado para atender a um bebê pesando apenas 212 gramas. As agulhas eram muito grandes, as doses de medicamentos tinham que ser diminuídas e os sistemas de suporte de vida tinham que ser ajustados.

Embora Kwek Yu Xuan tenha sido muito clara em sua insistência em viver, a equipe médica ao seu redor enfrentou desafios quase impossíveis para apoiá-la. Não havia manual para lidar com essa situação, mas com tentativas sugeridas pela criatividade pessoal, eles construíram um mundo ao redor da recém-nascida.

Vendo a garotinha chegar à enfermaria pela primeira vez, até mesmo a enfermeira-chefe, com toda a sua experiência profissional, chegou a duvidar. Basta pegar as fraldas, por exemplo: o menor tamanho de fralda era maior que a própria bebê, e não havia empresas capazes de fornecer fraldas para prematuros tão pequenos. Eles tiveram de adaptação-las de tal forma que a urina não vazasse.

A mesma especificidade era necessária para todos os aspectos médicos do cuidado. O Straits Times relata:

A Dra. Yvonne Ng, consultora sênior do departamento de neonatologia, disse: “seu atendimento diário foi o principal cerne da questão, especialmente nas duas primeiras semanas de vida… Precisávamos inovar e encontrar alguns métodos improvisados para lidar com um bebê tão pequeno, porque esta é a primeira vez que cuidamos de alguém tão pequeno. Ela era tão pequena que até mesmo o cálculo da medicação tinha que ser reduzido às casas decimais.”

Por mais de um ano, o hospital tem sido a casa de Kwek Yu Xuan. Ela cresceu e hoje pesa 6kg. Por muitos critérios, ela ainda é pequena, mas está pronta para morar com seus pais e sem cuidados médicos contínuos.

Sua presença por 13 meses nas alas da NUH em Cingapura transformou todos por ali. A BBC relata:

“Contra todas as probabilidades, com complicações de saúde presentes no nascimento, ela inspirou as pessoas ao seu redor com sua perseverança e crescimento, o que a torna um bebê extraordinário, um raio de esperança em meio às dificuldades”, disse o hospital em um comunicado.

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AbortoCriançasSaúde
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